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sexta-feira, 6 de junho de 2014

Exclusividade de amante.

Anchieta, na Folha, em exclusiva...
...que não se mostrou tão exclusiva assim
Ah a Folha de Boa Vista, ah, a Folha de Boa Vista. Como são repetitivas e enfadonhas as tuas mancadas, como o verdadeiro jornalismo aí continua a ser tratado a pontapés! Ontem, publicaram com exclusividade, em matéria colhida, como é previsível, em fonte de alto calibre que não quis se identificar, que Luciano Castro havia decidido lançar sua candidatura ao Senado. Em nome do pretenso furo, só esqueceram de um detalhe: consultar o próprio Luciano, checar com ele se era verdade ates de publicar a matéria. Não era. E o jornal foi obrigado a desmentir a notícia hoje, exercitando a arte em que é mestre: botar o galho dentro.
Não bastasse, a ainda dentro do mesmo assunto, publicou hoje matéria baseada em entrevista exclusiva com Anchieta Junior, candidato ao Senado, sobre a união do grupo político de que fa parte. Só que a mesma entrevista, tratando do mesmo assunto, foi dada pelo mesmo Anchieta ao Jornal de Roraima onde ganhou primeira página hoje, no mesmo dia em que a Folha proclamava sua exclusividade. Aí fica a dúvida: ou a gente não sabe mais o significado da palavra exclusividade ou a Folha acha que é o único Jornal de Roraima. Conhecendo o ego do seu proprietário, capaz de ser a última hipótese. Do jeito que aquilo é vaidoso...

Depois ainda se acha no direito de reclamar, como fez na Parabólica do passado dia 04, que um político de alto coturno estaria pedindo para as pessoas não lerem a Folha. Cabe a pergunta: e precisa?

O PT em seu lento martírio.

A semana começou com péssimas notícias para a economia brasileira comandada pelo PT. E termina com notícias piores ainda na área política. Vou só reproduzir as manchetes e e fornecer a fonte, caso vocês estejam interessados em sabere toda a verdade. Divirtam-se. Ou lamentem, conforme. 

Da Folha de São Paulo

Dilma continua em queda, e cresce indefinição do eleitor
Presidente perdeu dez pontos desde fevereiro e agora tem 34%, diz Datafolha
 
Eleitores indecisos e dispostos a votar em branco ou nulo somam 30%; Aécio e Campos têm variação negativa
 
Pessimismo com economia bate recorde
 Expectativas de inflação e desemprego se deterioram, e 36% dizem que situação econômica do país vai piorar
 
Aprovação ao governo Dilma cai para 33% e se aproxima do ponto a que chegou no auge dos protestos de 2013
 
Aprova e não vota

Dilma caiu até entre quem considera o governo bom ou ótimo. Sua intenção de voto no grupo desceu de 80% para 72%.
 
Esqueceram de mim 

O percentual de eleitores que dizem conhecer Lula "muito bem" caiu de 75%, em agosto passado, para 66%. Os que o conhecem "só de ouvir falar" saltaram de 5% para 10%.
 

Dilma, mais quatro anos pra quê?
 Reinaldo Azevedo
 
O que poderia fazer a presidente que não tenha conseguido operar em condições mais favoráveis?
 
Jornalistas estrangeiros perguntaram à presidente Dilma Rousseff por que a economia cresce tão pouco. Ela disse não saber. Foi sincera. Não sabe mesmo. Como não tem o diagnóstico, falta-lhe o prognóstico. Entre o passado, que ela ignora, e o futuro, que ela não antevê, há este enorme presente à espera de medidas corretivas e profiláticas. Ocorre que seu governo é como seu discurso: um caos de fragmentos de ideias nem sempre muito claras, (des)ordenadas por locuções fora do lugar "no que se refere" (sic) ao que tem de ser feito. Ninguém entende nada, a começar da própria Dilma. 

Ata do Copom cita, pela primeira vez, que expansão do PIB neste ano poderá ser menor do que em 2013
  
Pela primeira vez, o Banco Central admitiu que o ritmo de expansão da atividade econômica no Brasil tende a ser menos intenso este ano em comparação a 2013. A avaliação consta na ata do Comitê de Política Monetária (Copom) divulgada na manhã desta quinta-feira, 5, e contrasta com o cenário traçado anteriormente, de que a expansão da atividade econômica tendia a se manter relativamente estável este ano

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Telmário queima a largada.

Assim ficou o PDT depois do golpe de Telmário.
Que Telmário é ruim de chegada, todo mundo sabe. Inconfiável, pelo tanto que mudou de posição e de lado em sua vida política, não consegue aliados que nele confiem e o acompanhem até o fim, a não ser uns dois ou três gatos pingados, seguidores sem opção, que sempre conseguem umas migalhas que caem da mesa do poder a que ele, invariavelmente, senta. Levanta quando o tempo é de farinha pouca, mas senta e revela um invejável apetite..
Agora, o que não sabia é que ele também era ruim de largada. Patinou e cantou ruidosamente os pneus, pulando de Neudo para Ângela e de Ângela para Neudo. E, agora se sabe, quebrou a embreagem quando deixou seus companheiros de partido pendurados no pincel e foi com escada e tudo pro lado do PT - logo do PT –, desconhecendo programa, aspirações, sonhos e projetos eleitorais de companheiros do PDT, como o Dr. Petrônio, vice-presidente da executiva regional do Partido.
Para não me alongar mais, e com a devida vênia do Dr. Petrônio, reproduzo aqui, por ser um documento público, nota que ele postou hoje no facebook sobre o assunto. Ele tem mais conhecimento do que eu para tratar do antigo aliado e avaliar suas atitudes. Segue a nota, ipsis literis, em vermelho, cor que ficaria Leonel Brizola, se vivo fosse.

Bom dia a todos.


Dr. Petrônio Araujo, Vice-Presidente Regional do PDT.
Venho informar através dessa rede, a todos aqueles que querem saber qual a nossa posição política, depois que o presidente da regional do PDT, Telmário Mota, para atender seus interesses pessoas, abandonou nossa luta, a nossa proposta de combater à corrupção, de um projeto de mudança para atender as reivindicações do nosso povo e promover nosso desenvolv imento sócioeconômico, e foi se juntar ao partido mais corrupto da nossa história, o PT. O Telmário abandonou compromisso com o povo de Roraima, para se juntar e defender o projeto de poder do PT e de interesses de suas candidaturas ao senado e da senadora do PT, ao cargo de governo. Lamento que o PDT tenha abandonado o legado de Leonel Brizola, para defender interesses de pessoas, de grupos, escândalos de corrupção e a decadência que o PT está levado o nosso amado Brasil e o nosso Estado de Roraima.
Quero esclarecer que não desistir da minha candidatura para governo, para apoiar a candidatura do sr. Telmário Mota e a candidatura da senadora Ângela Portela ao governo, como informou o senhor Raimundo Mota, para uma rádio da nossa capital. Penso que o senhor Raimundo Mota, tem o direito de defender o cargo dele, no Ministério do Trabalho, no governo do PT. Cargo esse indicado pelo senhor Telmário Moto. Porém eles não têm o direito de tirar minha candidatura, para atender seus interesses e o do PT. 

Penso que isso é um golpe, contra 80% do nosso povo, que almeja mudança e uma alternativa nova para governo. E de certeza, que Ângela e seu marido não atenderão a esse anseio popular, pois já governaram Roraima e também foram um verdadeiro fracasso, seria o retrocesso.

(Pela transcrição, Marcelo Coutelo)

O que Ângela acha disto? aliás, o que Ângela acha de qualquer coisa?

O post acima revela, como se preciso fosse, o jeito, digamos, peculiar do candidato a senador na chapa de Ângela fazer política. Aliás, não precisa ir muito longe, basta recuar um pouco no tempo para vê-lo, óculos severos e Bíblia na mão, figurando um pastor, satanizando a mesma Ângela. Como Ângela o aceitou na chapa, é de esperar que tenha engolido a ofensa, perdoado o agravo e fincado o pé para seguir com ele até o fim. É o que lhe restou no fim da feira. Sua aceitação, do mesmo jeito que aceita tudo o que o PT lhe impõe, fala por ela.
Pensando bem, o que ela acha de tudo?
Agora, o povo quer saber o que ela acha do que tratam estes dois posts que vão abaixo. O primeiro, revelando o Decreto que Dilma assinou, na calada da noite, prevendo a criação de conselhos populares, formados por integrantes de movimentos sociais, que poderão opinar sobre os rumos de órgãos e entidades do governo federal. O segundo, deixando muito claras as semelhanças entre o Petismo e o Malufismo, que a cada dia mais se aproximam, nos métodos e nos objetivos.

Da VEJA.com


Por Laryssa Borges.

Na semana passada, sem alarde, a presidente Dilma Rousseff editou um decreto cujo objetivo declarado é “consolidar a participação social como método de governo”. O Decreto 8.243/2014 determina a implantação da Política Nacional de Participação Social (PNPS) e do Sistema Nacional de Participação Social (SNPS), prevendo a criação de “conselhos populares” formados por integrantes de movimentos sociais que poderão opinar sobre os rumos de órgãos e entidades do governo federal. Que uma mudança tão profunda no sistema administrativo e político do Brasil tenha sido implantada pelo Executivo com uma canetada é motivo de alarme — e o alarme de fato tocou no Congresso nos últimos dias. Para juristas ouvidos pelo site de VEJA, contudo, o texto presidencial não apenas usurpa atribuições do Congresso Nacional, como ainda ataca um dos pilares da democracia representativa, a igualdade (“um homem, um voto”), ao criar um acesso privilegiado ao governo para integrantes de movimentos sociais.
“Esse decreto diz respeito à participação popular no processo legislativo e administrativo, mas a Constituição, quando fala de participação popular, é expressa ao prever como método de soberania o voto direto e secreto. É o princípio do ‘um homem, um voto’. Mesmo os casos de referendo, plebiscito e projeto de iniciativa popular têm de passar pelo Congresso, que é, sem dúvida, a representação máxima da população na nossa ordem constitucional”, diz o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Carlos Velloso.
“Sem dúvida isso é coisa bolivariana, com aparência de legalidade, mas inconstitucional. Hugo Chávez sempre lutou para governar por decreto. Nicolás Maduro, a mesma coisa. Isso está ocorrendo também na Bolívia e no Equador. É um movimento sul-americano esse tal constitucionalismo bolivariano, mas é algo que pugna pelo fortalecimento do Executivo, por uma ditadura e que prega a vontade dos detentores do poder. O problema desse constitucionalismo é que ele é um constitucionalismo que não é. Constitucionalismo pressupõe liberdade, Estado constitucional e vontade da lei, e não dos homens”, afirma Velloso.
Para o ex-ministro da Justiça Miguel Reale, o decreto é eleitoreiro: “Dilma ganha diálogo com os movimentos sociais e pode dizer ‘eu dei poder para vocês’”.

Leia a íntegra aqui: http://migre.me/jEono

Do Blog de Reinaldo Azevedo


Sempre que príncipes do pensamento — e da gramática! — como Emir Sader saúdam o caráter “progressista” do PT, eu e ele pomos a mão na carteira, por motivos diferentes.
O petismo, obviamente, não é e nunca foi, digamos, “progressista”. A turma é autoritária, aí sim, e isso, obviamente, é outra coisa. O petismo é hoje um meio de vida. A turma se apoderou do estado e não quer largar o osso de jeito nenhum. E aí vale tudo.
E, se vale tudo, vale também uma aliança com Paulo Maluf não apenas por motivos pragmáticos. Ao contrário. Eles têm é orgulho mesmo. O petismo é a profissionalização do malufismo. O petismo é malufismo transformado num sistema. O petismo é o malufismo pós-romântico, entendem? O malufismo ainda era aquela coisa que dependia do talento individual para certas práticas, como Butch Cassidy e Sundance Kid. Notem: há uma certa inocência perversa em Maluf, como alguém que não consegue fugir à sua natureza. O PT é a racionalização da voracidade malufista.
Imagens que valem por mais de mil palavras. A história se repete com Padilha.
A foto em que Lula e Fernando Haddad posam — Emir Sader escreveria “pousam” — ao lado de Paulo Maluf nos Jardins da Babilônia da mansão do notório político já fez história. Alexandre Padilha deve achar que o chefão do PP em São Paulo é uma espécie de talismã. E foi também ele em busca da sorte. Vejam as duas imagens, publicadas pela Folha.
É isso aí. Em 2010, Marilena Chaui tentou explicar a aliança do PT com Maluf. Segundo essa grande pensadora, Maluf não é de direita porque “sempre se apresentou como engenheiro”. Para Marilena, quando o sujeito é engenheiro, não é de direita; quando é de direita, não é engenheiro.
Entenderam onde foi parar o petismo? Dá pra descer mais? Sempre dá.

(Postado por Marcelo Coutelo)

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Em quatro dias de maio, só notícia ruim. O PT está afundando.

O pior é que nós podemos ir junto.
Como a política daqui anda meio paradona, com perspectivas de uniões e traições já esperadas e conhecidas de todos, Neudo negaceando, Mozarildo alardeando, Telmário amoitando, Ângela sonhando co o PT , enfim, tudo na mesma, fui dar uma pesquisada rápida nos jornais e passo a brindar vocês com o que se está falando da nossa economia em todo o País. É de deixar o cabelo em pé. Em quaro dias de maio, só notícia ruim. Para o PT, que está afundando. E para nós, que estamos vendo o país, em doze anos, jogar fora todas as muitas oportunidades que teve para deslanchar e corremos o risco de afundar junto. E olha que eu só pesquisei na Folha de São Paulo! Lá vão pequenos trechos condensados. Mas as manchetes falam por si sós e já deixam qualquer um de cabelo em pé. Apertem o cinto e vamos a elas

Economia perde força, consumo das famílias recua e PIB cresce 0,2% no 1º tri
O PT nos empurra ladeira abaixo
  
O PIB (Produto Interno Bruto) do primeiro trimestre desacelerou e cresceu apenas 0,2% frente aos últimos três meses de 2013, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (30) pelo IBGE.

O resultado, na comparação com o trimestre imediatamente anterior, é o pior desde o terceiro trimestre do ano passado.
  
DEMANDA

A análise pela ótica da demanda mostra que o consumo das famílias, item de maior peso no PIB, caiu 0,1% no período. É o pior resultado desde o terceiro trimestre de 2011.

A perda de ritmo é uma resposta a um cenário menos favorável à expansão da atividade econômica, com juros maiores, confiança de empresários e consumidores cada vez mais fraca (o que sinaliza menor crescimento à frente), crédito caro e mais restrito (um reflexo da inadimplência em patamar elevado e de juros altos) e inflação maior.

Com o custo mais elevado principalmente de alimentos, sobra menos dinheiro para consumir bens menos essenciais e mais caros. "A inflação corroeu a renda das famílias", diz Alessandra Ribeiro da Tendências Consultoria.

OFERTA

Sob a ótica da produção, a indústria foi o grande destaque negativo, com queda de 0,8% no primeiro trimestre frente aos três últimos meses de 2013, afetada por menores exportações (sobretudo para uma Argentina em crise), investimentos em desaceleração, juros altos e confiança combalida.

O tombo da indústria foi o mais intenso desde o segundo trimestre de 2012, ano de baixo crescimento econômico, quando a economia cresceu só 1%, num ritmo ainda mais lento do que o atual. 

Saldo comercial de maio é o pior para o mês desde 2002

O Brasil registrou saldo comercial positivo de US$ 712 milhões em maio, o pior resultado para o mês desde 2002.
O número expressa a diferença entre as exportações e as importações do país no período. Em maio do ano passado, houve superavit de US$ 760 milhões.
Alguém aí falou em desequilíbrio?
Apesar de ser o mais baixo em mais de uma década, o resultado ajudou a diminuir o deficit acumulado no ano, que agora está em US$ 4,9 bilhões.
As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (2) pelo Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior).
No mesmo período do ano passado, o resultado estava negativo em US$ 5,4 bilhões.
Em maio, as exportações somaram US$ 20,8 bilhões, queda de 4,9% pela média diária sobre o mesmo período de 2013.
A redução nas vendas ocorreu em todos os segmentos: manufaturados (-9,7%), semimanufaturados (-11,1%) e básicos (-1%).
As importações no mês passado foram de US$ 20 bilhões, queda de 4,8% ante o mesmo período de 2013 também pela média diária.
Houve queda nas compras de combustíveis e lubrificantes (-22,8%) e bens de capital (-7,1%), enquanto aumentaram as importações de matérias-primas (+2,5) e bens de consumo (+0,2%).

Consumo das famílias cai 0,1% e tem o pior resultado desde o 3º tri de 2011

Vai uma TV tela plana aí?
Pilar de sustentação do PIB na última década, o consumo das famílias já dá sinais de esgotamento, com patamar elevado de endividamento, rendimento em desaceleração e emprego estagnado. Neste cenário, os consumidores pensam duas vezes antes de gastar.
Outro fator decisivo é a inflação, que corrói os salários –especialmente porque a alta é calcada em alimentos. 
Receosos e com menos renda disponível (diante do maior gasto para comprar comida), o consumo caiu 0,1% no primeiro trimestre frente ao último de 2013, quando a alta havia sido de 0,9%. Trata-se do pior resultado desde o terceiro trimestre de 2011. 
Em relação ao mesmo trimestre de 2013, o consumo das famílias ainda se mantém em alta, embora num patamar mais baixo. A alta de 2,2% no primeiro trimestre foi a menor desde o primeiro trimestre de 2012, quando a economia vivia um ciclo de baixo crescimento, fechando o ano com expansão de apenas 1%. 
Para Rebecca Palis, gerente da Coordenação de Contas Nacionais do IBGE, o consumo foi afetado e ficou "praticamente estável" no primeiro trimestre diante de uma desaceleração forte do crédito –que em termos reais avançou na faixa de apenas 1%. "Já tivemos altas maiores, de dois dígitos."

Um dos fatores que ajuda a conter o conter o crédito são os juros mais altos –mantido em 11% ao ano na última reunião do Copom. A Selic, taxa básica da economia, passou um longo ciclo numa tentativa de esfriar a economia e segurar a inflação, principal receio do governo neste ano de eleições.
 Desde o último trimestre de 2011, governos, famílias e empresas poupam menos, o que tem efeito, por consequência, nos investimentos.

Segundo Palis, as despesas do governo aumentaram no primeiro trimestre diante da restrição imposta pela lei eleitoral –que segura reajustes de salários de servidores, despesas com publicidade e outros, que só podem ocorrer nos primeiros meses do ano.

Petrobras perde participação na produção brasileira de petróleo e gás  


Não adianta chorar o óleo derramado.
A participação da Petrobras na produção brasileira de petróleo e gás recuou quase 10 pontos percentuais em um ano, com outras empresas mais do que dobrando sua produção no período favorecidas pela maior exploração do pré-sal.

Os dados foram divulgados pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) nesta terça-feira (3).

Em abril de 2014 a participação da estatal foi de 85,2% na produção nacional de óleo e gás, ante uma fatia de 93,8% uma ano antes.

Nesse mesmo período, outras concessionárias viram sua produção saltar 164%, para 393,6 mil barris de óleo equivalente por dia (boepd), segundo dados da ANP analisados pela Reuters.

Taxa de desemprego sobe e fica em 7,1% no primeiro trimestre

E a fila ão anda.
A taxa de desemprego, em nível nacional, ficou em 7,1% no primeiro trimestre deste ano, acima dos 6,2% dos últimos três meses de 2013. Divulgados nesta terça-feira (3), os dados são da Pnad Contínua, primeira pesquisa do IBGE sobre mercado de trabalho em todo o país.
A taxa do primeiro trimestre é a mais baixa para o período desde 2012, quando os dados da pesquisa começaram a ser coletados. De janeiro a março de 2013, o percentual havia sido maior: 8%.
Pelos dados da nova pesquisa, o contingente de desempregados no país somou 7 milhões, 15,7% a mais do que nos últimos três meses de 2013 e 9,7% abaixo do registrado de janeiro a março de 2013.
Renda das famílias passa a crescer em velocidade menor que a do PIB

A revisão (para cima) do crescimento da economia no ano passado indica que a discrepância entre o desempenho do PIB e da renda dos brasileiros se reduziu em 2013.
Entre 2003 e 2012, a renda medida pela Pnad (pesquisa por amostra de domicílios) cresceu quase duas vezes mais que o PIB (soma dos bens e serviços produzidos no país), o que alimentou críticas sobre se o crescimento econômico vem refletindo a realidade das famílias brasileiras.
Em 2012, dado mais recente divulgado pelo IBGE, a renda média cresceu 7,98% e o PIB por habitante, 0,1%, já descontada a inflação.
O resultado saiu no fim do ano passado e, desde então, o debate entre economistas e cientistas sociais pegou fogo. Como a renda pode crescer tão mais do que a economia é capaz de produzir?
Com a revisão divulgada ontem, o IBGE informou que o PIB por habitante cresceu mais em 2013: 1,6%, para R$ 24.100 por ano. Já a renda acusou perda de fôlego.

EFEITO INFLAÇÃO

Eles fazem besteira. Nós aguentamos o peso
Na avaliação do ministro Marcelo Neri, a discrepância ocorre em função da maneira como cada variável desconta a inflação. Não fosse isso, seu comportamento seria semelhante.
Para Edmar Bacha, um dos formuladores do Plano Real, o avanço mais rápido da renda tem relação com o aumento do salário mínimo, principalmente em 2012, quando ele foi corrigido em 7,89%, descontada a inflação.A discrepância entre renda e PIB é um "enigma", diz Bacha, que rejeita o discurso de que o povo "não come PIB", defendido pela economista Maria da Conceição Tavares. "Não se pode comer o que não foi produzido. O povo não consome pontes. Mas sem elas, o arroz não sai da fazenda".

Vendas do Brasil para a Argentina caem pelo oitavo mês consecutivo
As vendas de produtos brasileiros para a Argentina caíram novamente com força no mês passado. Já são oito meses de redução nas exportações para o país vizinho.

A redução é preocupante diante do papel estratégico da Argentina no comércio exterior brasileiro. Trata-se do terceiro maior parceiro comercial do país e principal destino de manufaturados.
Só nos resta tentar ganhar no futebol.
É para lá que vai, por exemplo, a maior parte dos veículos e das autopeças nacionais.
De janeiro a maio deste ano, o Brasil vendeu menos US$ 3,3 bilhões em produtos para o mundo em comparação com o mesmo período de 2013. Quase a metade do montante deve-se ao que deixou de ser exportado para a Argentina, segundo dados divulgados na segunda-feira (2) pelo Mdic (Ministério de Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior).
O governo afirma que as últimas semanas de maio indicaram recuperação nas vendas para o país vizinho e espera que as negociações em curso para destravar o comércio bilateral tenham efeito nos próximos meses.
Por enquanto, a retração nas exportações para a Argentina vem atingindo em cheio a indústria. Os manufaturados representaram apenas 34,8% das vendas totais até maio.
No mesmo período do ano passado, a fatia era de 36,9%.
Apesar do desempenho ainda fraco das vendas, a redução nas importações permitiu superavit comercial (diferença entre exportações e importações) de US$ 712 milhões em maio.
Foi o pior resultado desde 2002 para o mês, mas ajudou a reduzir o deficit acumulado no ano, que agora está em US$ 4,9 bilhões.
No mesmo período do ano passado, o rombo estava em US$ 5,4 bilhões.
CONTA-PETRÓLEO
Com a melhora na produção da Petrobras, as vendas de petróleo e derivados aumentaram 10% no acumulado do ano, o que ajudou a diminuir o deficit na chamada conta-petróleo, que mostra a diferença entre as importações e exportações destes produtos.
De janeiro a maio, as importações superaram as vendas em US$ 7,6 bilhões.
No ano passado, o saldo estava negativo em US$ 11 bilhões.

Copa e vendas fracas antecipam férias coletivas em empresas de Manaus

Acabou a mágica do consumo em constante crescimento.
Empresas do polo industrial de Manaus, como Semp Toshiba, Yamaha e Samsung, vão conceder férias coletivas a funcionários durante a maior parte da Copa.
Segundo a Semp Toshiba, o mercado pouco aquecido contribuiu para a decisão.
"Em razão da Copa no Brasil, e dos jogos em Manaus, entendemos que a antecipação das férias coletivas, que geralmente ocorre no fim do ano, seria o melhor caminho", disse Paulo Sandrini, diretor industrial da Semp Toshiba.
Segundo Sandrini, o setor de eletroeletrônicos previa vendas melhores neste período.
"Certamente houve uma produção excessiva em relação à demanda. Comprou-se menos [produtos] do que se estava projetando", afirmou.
Ao todo, 800 funcionários da linha de produção sairão em férias nos próximos dias.
A Sony informou que também estuda dar férias aos funcionários. A Yamaha diz que as férias coletivas geralmente ocorrem no fim do ano, mas resolveu antecipá-las por causa do Mundial.
A Samsung confirmou apenas que, durante a Copa, haverá férias coletivas para parte dos funcionários.
A Honda informou que concederá férias coletivas entre os dias 16 e 25 de junho, sem especificar as razões.

Nem padrão FIFA nem padrão Brasil: padrão PT.

Sabe aquele aeroporto padrão primeiro mundo, em que você ia desembarcar feliz e contente para ver a copa? Esqueça. Dos doze aeroportos das cidades-sede, apenas um pode ser considerado pronto, o de Brasília. Mesmo assim, com operários ainda correndo de um lado pro outro e um pouquinho de poeira, mas, sejamos justos, dá para terminar até quinta feira da semana que vem. Os outros onze...

Sabe aquele selfie que você ia fazer no estádio, com o Neymar ao fundo, para matar seus amigos de inveja? Esqueça. Dos doze estádios construídos a preços módicos e camaradas para os jogos da copa, apenas seis, a metade portanto, vai oferecer serviços de wi-fi aos torcedores. Nem selfie, nem email, nem mensagem. Se tiver sorte, um telefonema. Mas a ligação vai cair.

Sabe aquele metrô ou ônibus ultra moderno que ia deixar você na porta do estádio? Esqueça. Melhor comprar um tênis legal e preparar-se para andar feito um condenado, dando topada em entulho de obra. Pouquíssimos dos serviços e obras de mobilidade urbana prometidos para a copa estarão prontos. Como diria Lula, “Que babaquice é essa de querer metrô até dentro do Estádio? Vai a pé, de bicicleta, de jegue.” Isso  é o que eu chamo de delicadeza.

Sabe aquela copa que lhe prometeram há sete anos atrás, maravilhosa, cheia de bossas e modernidades, com gringos felizes e contentes pelas ruas de nossas cidades, maravilhando-se com as belezas do nosso Brasil varonil, sem qualquer risco de assalto? Esqueça. O que você não devia ter esquecido é que tudo isso ia ser feito pelo PT. Aí, já viu, né?

terça-feira, 3 de junho de 2014

Abaixo a carestia!


Já houve um tempo em que lutávamos contra ela. Parece que chegou novamente a hora.

O jornal/revista Meio & Mensagem, presente em toda agência de propaganda que se queira como tal, trazia, em sua última página, uma tira de humor com uma personagem fantástica - dona Zezé, a mulher do café. Ela sempre surgia para servir o café em reuniões de criação, do tipo gênios trabalhando, e, despretensiosamente sacava um slogan definitivo do bolso do avental, ou um titulo, um conceito, enfim, salvava a campanha. Não sei se ainda traz. Mas era emblemática.
A que vem tudo isso? É que, em publicidade, como em politica, as coisas tem quase que a obrigação de parecerem misteriosas, sérias, elaboração de gênios, alquimia para niciados etc. Mas, no fundo, são simples. Aliás, quanto mais simples mais eficazes. Porque as pessoas que vão receber a mensagem são igualmente simples, veem o mundo de forma descomplicada, não elaboram muito para tirar conclusão, não elucubram, são diretas. Branco é branco, preto e preto.
Ontem, escrevia um post para este blog em que falava do desastre que se estava revelando ser o governo do PT, a sinuca de bico em que sua gestão econômica nos está colocando. Crescimento ridículo, de 0,2% no trimestre, ainda vai. Mas combinado com inflação em alta, é dose. Eis que entra Mariazinha, a nossa mulher do café, para me servir a rubiácea. Falei que estava preocupado com a inflação e ela reduziu a mensagem na hora: “É, não existe coisa pior nesse mundo do que a carestia.”

Pois é, carestia. Há muito tempo não ouvia essa palavra que diz tudo. O PT, com sua incompetência que ainda nos vai custar muito tempo para consertar, conseguiu trazê-la de volta ao universo de Mariazinha. E ao meu. 
Por isso convido você, leitor, a me acompanhar e bradar como sempre se bradou nesse país para combater os governos e paramos de fazê-lo depois do Plano Real: Abaixo a carestia! Abaixo o PT!

Boatos em cascata.

Vai levar o parecer salvador até o fim.
Como disse ontem, o negócio agora é semear boatos para colher tumulto. Só de candidato a senador, além dos que too mundo já sabe, já plantaram pelo menos mais uns três, tudo para tentar jogar A contra B e B contra C, que por sua vez virá com gosto de gás pra cima de A. E o que não passa de intriga vira fato e contamina relações, desfaz alianças, amua, gera desconforto e desconfiança. Enfim, dificulta o jogo e não serve pra nada de bom.
Há algum tempo vimos dizendo aqui que Neudo vai esticar a corda até onde ela possa aguentar, sem revelar seu jogo. Tudo para açular militantes, despertar seguidores adormecidos e acumular capital eleitoral para sentar na mesa e poder negociar de uma posição de força. Se ele sequer sonhar em se dizer desenganado por seus advogados e jogar a toalha, fazendo uma composição prematura em que aceita indicar o vice na chapa de Ângela, como proclama o mais novo boato da praça, estaria se revelando um amador. Coisa que efetivamente não é.
Um profissional com a experiência e a picardia de Neudo sabe que, em política, o mais importante fator se chama tempo. Quanto mais tempo ele ganhar com sua farsa do parecer milagroso, mais valor agrega a qualquer movimento que fizer na hora certa. E só ele sabe que hora é essa. Sabe que tem até o fim do mês para revelar suas cartas. E sabe que a cada dia o clima fica mais nervoso, propício para fazer correr como um rastilho de pólvora qualquer especulação, por mas estapafúrdia que seja. Bom para um blefador de respeito como ele. Enquanto isso, vai soltado uma insinuação aqui, um boato ali, enfim, vai deixando pingar na mesa de jogo as fichas que aumentam o monte. E o monte está aumentando.

E Mozarildo, hein?

Muito se tem dito sobre Mozarildo. Pegaram-no para bola da vez. Mas Mozarildo está estranhamente calado. Aliás, estranhamente, não, Mozarildo sabe muito bem a hora de falar e de calar. Tem indo à Tribuna do Senado atacar o governo, concentrando-se na dívida e nos gastos. Como se pudesse falar de gastos. Como se Telmário não já tivesse ocupado esse espaço. Fora isso, silêncio. Só se sabe que está disposto a sair com sua candidatura por cima de pau e pedra, esperando, talvez, que, num ambiente de muitas candidaturas, o pau quebre e ele, sorrateiramente, pegue as sobras que seus militantes fiéis forem capazes de amealhar e leve a taça. Quanto mais candidato, quanto mais contenda, quanto mais polarização, melhor para ele. E ele sabe disso.


Tem batizado de boneca? Tô dentro!

Inaugurando tudo, até obra inacabada. E coo tem...
João Santana não é bobo. Os pensadores do PT também não. O cheiro de chifre queimado já deve ter-se entranhado em suas narinas e anunciado um desastre iminente se nada for feito. E muito bem feito. Os números da economia não poderiam ser piores, revelando a incompetência do governo Dilma para lidar com esse negócio, aliás, com qualquer negócio que não seja um superfaturamento maneiro. A infraestrutura prometida para a Copa já provocando na presidente comentários do tipo: “Querem aeroportos padrão Fifa, mas vão ter padrão Brasil”, referindo-se ao Galeão inconcluso. O superfaturamento dos estádios caindo todo em sua conta. Enfim, quadro pior não poderia ter-se pintado.
Agora, a essa altura do jogo, a única saída é mandar o time pra área e tome chutão par frente pra ver se uma bola sobra e dá a chance da cabeçada salvadora.  É o que estão fazendo. Onde tem um evento, Dilma está lá, com seus improvisos que são um atentado à língua pátria e à lógica.
Ondem, chegamos ao máximo: ela inaugurou quinhentas e sessenta casas do Programa Minha Casa Minha Vida. Quinhentas e sessenta casas não é evento para Presidente vamos e venhamos. Quer dizer, entrou na zona do tudo faremos pela vitória e daqui a pouco vai estar comparecendo a batizado de boneca. Porque a coisa tá feia.


(Do blog de Reinaldo Azevedo)

Estadão:


A percepção do brasileiro em relação à situação do País, à conjuntura econômica e ao governo Dilma Rousseff se deteriorou de maneira acentuada em apenas um ano, desde que milhares de pessoas tomaram as ruas do País para protestar contra a corrupção e a má qualidade dos serviços públicos, como revela levantamento inédito do Pew Research Center, um dos principais institutos de pesquisa dos EUA.
A radical mudança de humor em um espaço tão curto de tempo é rara, disse ao Estado Juliana Horowitz, brasileira responsável pelo trabalho. Segundo ela, o Pew Research realizou levantamentos em 82 países desde 2010 e só viu oscilações tão acentuadas em lugares que passaram por crises ou rupturas institucionais, como o Egito.
“O nível de frustração expressado pelos brasileiros em relação à direção de seu país, sua economia e seus líderes não tem paralelo em anos recentes”, diz o texto de apresentação da pesquisa. Horowitz ficou surpresa com a magnitude da transformação na opinião pública e atribuiu essa mudança principalmente à piora da situação econômica e ao aumento da inflação. A insatisfação com a realização da Copa do Mundo no Brasil também contribuiu: 61% dos entrevistados responderam que o evento é ruim para o País, por tirar recursos que poderiam ser usados em serviços públicos. Na comparação com o ano passado, a mudança mais acentuada de humor ocorreu na percepção da situação econômica. O porcentual dos entrevistados que a classifica de “ruim” subiu de 41% para 67%, enquanto o índice dos que a consideram boa caiu de 59% para 32%. A inflação foi apontada como o principal problema brasileiro por 85% dos entrevistados, pouco acima da criminalidade e da assistência médica.

Leia a íntegra aqui: http://migre.me/jBKL8

(Postado por Marcelo Coutelo)