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segunda-feira, 16 de junho de 2014

Todo mundo nu!


Foto aérea da Boa Vista dos sonhos da Funai do PT. À esquerda, Rio Branco.
Estamos vivendo tempos muito perigosos. Tempos em que um homem, movido apenas pela sua muito particular visão de mundo, ideologia jurássica ou por outros interesses inconfessáveis, sem qualquer critério objetivo que possa ser contestado, tem o poder de decretar, ao seu talante, que uma área é indígena e provocar a perda de um patrimônio que levou anos para ser construído. E Roraima inteiro sabe do que estamos falando. Os expulsos de Raposa Serra do Sol ainda choram a terra perdida.

Quem controla esses homens? Quem lhes conferiu um poder que, no governo do PT tornou-se praticamente absoluto? E, mais importante de tudo, quem vai pará-los, já que a Senadora do PT não tem qualquer influência em seu próprio partido para defender os interesses do povo de Roraima? É bom pensar muito bem nisso tudo. Porque, de reserva em reserva, vamos terminar virando uma grande aldeia. E daqui já vou conclamando: todo mundo nu! 

É melhor ouvi-la para não chorar depois.
Exagero? Enquanto nós vamos discutindo as traições de Telmário, as peraltices gastronômicas de Mozarildo, o parecer milagroso de Neudo, se fulano é candidato em faixa própria, se sicrano vai deixar beltrano na mão etc, as coisas vão acontecendo na terra de Macunaima. Melhor ficar ligado.
Com a euforia pela vitória da seleção, deve ter passado mais ou menos despercebida a matéria do Jornal de Roraima da sexta feira última em que a deputada Aurelina Medeiros falou a respeito da criação de uma nova reserva indígena no Estado. Mais uma! Pouca gente talvez tenha se dado conta. Mas o assunto é grave. Aliás, no momento em que uma candidata do PT disputa o governo do estado, gravíssimo. 

Eles decidem como querem.
Segundo a deputada, para quem o governo do PT nunca respeitou Roraima, estão “trazendo índios Ianomâmis e Wai Wai para criar uma nova reserva de 43 mil hectares, acabando com a área de Rorainópolis, e criando reservas em São João do Baliza”. Prossegue: “Estou alertando, mais uma vez, que o governo do PT está criando uma reserva inexistente. Pessoas que moram há mais de 50 anos naquela região sabem que nunca existiu índio ali. É mais uma mentira, uma armação, uma enganação”.

O mapa diz tudo. Já tomaram o amarelo, o verde e o vermelho. Só falta o marrom. E do jeito que vai...

Ela disse ainda que ficou sabendo da existência dessa reserva por acaso, quando esteve no Sul do Estado tratando do Zoneamento Econômico Ecológico (ZEE). Segundo ela, “estão fazendo demarcações de forma sorrateira. E as áreas já estão em vias de homologação”. Segundo ela, a Reserva Pirititi foi apresentada em audiência publica do IBAMA como consolidada. “Quem em Roraima já ouviu falar em Reserva Pirititi uma vez na vida? Isso está sendo feito de forma sorrateira. Nosso estado está sendo massacrado pela pelo governo do PT”. Concluiu.




domingo, 15 de junho de 2014

Resultado da copa e eleições: algo a ver?

1970. A Ditadura barbarizando e o povo delirando
Depois da mais que estrondosa, pornográfica e, por que não dizer?, merecida vaia em Dilma na abertura da Copa, começa-se a discutir com mais vigor a influência do desempenho da seleção no resultados das eleições. Desde muito antes do início da competição, tenho lido analistas amadores e profissionais e, até mesmo, ouvido de políticos experientes que a eleição de Dilma está diretamente ligada ao desempenho da Seleção. Conclusões geralmente simplistas. Para não dizer simplórias. É lógico que há alguma espécie de correlação, mas a história nos mostra que uma coisa tem muito pouco, quase nada, a ver com a outra. Se não, vejamos.

Em 1958, 62, 66, 70, 74, 78, 82 e 86 teve Copa, mas não teve eleição. E, embora o governo militar tenha faturado muito bem o tricampeonato, não se pode falar em eleição, principalmente nos anos sessenta e setenta. 1990 teve copa, mas não teve eleição. 1994 teve copa, teve eleição, a seleção ganhou o tetra e o candidato do Governo ganhou, com Fernando Henrique. Ganharia com ou sem seleção: o Plano Real e seu golpe mortal numa inflação de 900% ao mês inflação era estandarte difícil de ser batido. Com ele, até Eymael ganhava.

Taí uma boa ideia.
1998, copa, o Brasil perdeu na final, com convulsão ou amarelão do nosso maior ídolo, e Fernando Henrique se reelegeu no primeiro turno. 2002, copa, o Brasil ganhou o penta, Vampeta deu cambalhota na rampa do Planalto e Lula ganhou do candidato de Fernando Henrique, José Serra.

2006, o Brasil ficou melancolicamente no meio do caminho e Lula, com Mensalão e tudo pelas costas, reelegeu-se. 2010. Copa, mais uma vez o Brasil ficou no meio do caminho. E Lula elegeu seu poste.

Agora, copa, no Brasil. Dilma vai à eleição com um amontoado de denúncias sobre faturamento nos estádios, obras inacabadas, aeroportos sem condições, escândalo da Petrobrás, estradas em petição de miséria, demonstrações cabais de incompetência, e mais inflação, crescimento ridículo da economia e outras tantas mazelas. Sua eleição, como as outras, não depende do desempenho da Seleção. Ganhemos ou percamos a Copa, a eleição será muito mais influenciada por quantos forem à rua protestar, com que disposição vão exigir o famoso padrão FIFA. E, principalmente, o quanto estão cansados de serem debochados por um PT afundado em corrupção, que nos está fazendo perder oportunidades e nos pondo no caminho do mais primário dos bolivarianismos, do venezuelano ao boliviano. A vaia foi muito mais do que um desabafo: foi uma manifestação de nojo. E pode, sim, indicar uma tendência.

João Saldanha dizia que se macumba ganhasse jogo o campeonato baiano terminaria empatado. Pois é. Ganhar ou perder a copa não derrota ninguém. Já incompetência, inflação, crescimento ridículo e carisma zero...

quarta-feira, 11 de junho de 2014

O mito da baixa rejeição.

Baixa rejeição: isso é bom ou ruim?
Marco Maciel, um dos políticos com maior capacidade de análise da cena politica e da natureza humana que conheci, dizia que esse negócio de rejeição muito baixa não é atributo positivo para competir numa eleição. Segundo ele, rejeição baixa significa baixo nível de polemicidade, que reconhecia nele próprio. Ou seja, um político com baixa rejeição geralmente é um político com aceitação pouco firme, incapaz de montar um grupo de seguidores fiéis, daqueles que estão com o cara em qualquer tormenta, que o defendem em qualquer situação, que partem pro pau por ele.

As aparências quase sempre enganam.

É mais ou menos por aí.
Um politico assim, com baixo nível de polemicidade, é do tipo que nem fede nem cheira. Ou seja, não desperta sentimentos exacerbados, negativos ou positivos. Ninguém odeia. Em compensação, ninguém ama apaixonadamente. O contrário do que é Maluf, por exemplo, o arquétipo do político polêmico. Há quem o siga cegamente. Há quem o rejeite ao nível da repulsa. Mas não há quem lhe seja indiferente.
A baixa rejeição geralmente é fruto do não posicionamento político, do evitar tomar posição em assuntos que dividam opiniões. Um politico com baixa rejeição não é vermelho nem verde: é incolor. Não está deste ou do outro lado do muro: está sobre ele, equilibrando-se pra ver se consegue manter sua posição dentro do seu grupo.
Se estou falando de Ângela? Claro. A candidata do PT montou a farsa da aluna de colégio de freiras, que tem um comportamento sempre impecável, que não é sim nem não, muito pelo contrário. Me digam quando ela tomou posição em assuntos polêmicos, em que momento confrontou a maioria ou a minoria? Quando votou contra a redução da maioridade penal, dirão vocês. E estão enganados. Ali, mais uma vez mostrou-se uma menina obediente. E votou para não desagradar seu Partido, que lhe dá a sustentação e substância políticas que ela não tem por si própria. No mais, limitou-se a ficar de fora. E aplaudir e sair na foto depois que as lutas eram ganhas.

A hora do vamos ver.
Dá para explicar esse perdão a tanta ofensa?
Pode-se argumentar que ela ganhou uma eleição majoritária. Ganhou, sim. Mas ganhou de quem? Teve que confrontar-se com quem? Telmário? Mas ainda há quem dê crédito ao que Telmário diz? Ao ser atacado por ele, um concorrente só corre o mesmo risco que corre a massa de pão de ló: quanto mais se bate mais ela cresce. Vamos vê-la disputar uma eleição de verdade, tendo que tomar posição, apresentar propostas e posturas que serão confrontadas com outras posturas e propostas. Vamos ver como se sai de um embate em que vão lembrar aos seus paizinhos e mãezinhas que ela votou contra a redução da maioridade penal, permitindo que menores continuem a infernizar a vida das periferias, seu ambiente de colheita. Vamos ver como se sai quando lembrarem o quanto ela tem sido omissa enquanto a FUNAI segue perseguindo seu objetivo de transformar Roraima numa imensa aldeia indígena. O quanto tem calado diante do tanto que o IBAMA e o INCRA maltratam quem quer produzir. Vamos ver

Pesquisa presidencial – Resultado do Ibope tem lá as suas estranhezas, mas uma coisa é certa: é muito ruim para DilmaDo blog de Reinaldo Azevedo

É… A pesquisa do Ibope sobre a intenção de votos para presidente da República foi divulgada depois do encerramento da convenção do PMDB. Tivesse saído antes, o resultado poderia ter sido ainda pior para a presidente Dilma Rousseff. Se a eleição fosse hoje, segundo o instituto, a petista teria 38% das intenções de voto, oscilando dois pontos para baixo em relação à de maio. Já Aécio Neves, do PSDB, e Eduardo Campos, do PSB, oscilaram dois pontos para cima: o tucano aparece com 22%, e o peessebista, com 13%. O Pastor Everaldo, do PSC, surge com 3%.
Os números são significativamente distintos dos da pesquisa Datafolha, divulgados há quatro dias: nesse caso, a petista aparece com 34%, o tucano, com 19%, e o ex-governador de Pernambuco, com 7%. No Ibope, pois, Campos teria quase o dobro dos votos do que lhe confere o Datafolha.
Seja lá como for, os números não são bons para Dilma, especialmente os do segundo turno. Se a eleição fosse hoje, a presidente teria 42% dos votos, contra 33% de Aécio — só nove pontos os separam. Numa polarização dessa natureza, esses nove valem 4,5 pontos. No Datafolha, com números bastante distintos, a diferença é de oito pontos: 46% a 38%. Curiosidade: há menos de um mês, no próprio Ibope, Dilma tinha 43%, e Aécio, 24%. Uma diferença de 19 pontos foi reduzida a… 9! Com a devida vênia, ou a pesquisa de antes (o que me parece certo!) ou a de agora está errada. Por que tamanha mudança na vontade do eleitorado? Também contra Campos, a diferença caiu bastante: de 42% a 22% para 41% a 30%. Do nada, 20 pontos viraram 11.
Estranha simulação
O Ibope fez ainda uma estranha simulação, consta que a pedido da Uvesp, a União dos Vereadores de São Paulo. Apresentou o nome dos pré-candidatos associados a vice. Só Campos ampliaria significativamente o seu eleitorado quando associado a Marina Silva: teria 17% ou 18% das intenções de voto. A variação de Aécio e Dilma seria irrelevante, independentemente dos respectivos vices. A simulação é um pouco estranha porque campanhas não costumam se ancorar em vices, né? Pela primeira vez uma pesquisa aponta uma transferência de votos dessa magnitude de Marina para Campos, coisa que a gente não percebe no eleitorado da ex-senadora.
O PT tinha comemorado efusivamente, na pesquisa anterior do Ibope, o que considerava estancamento da queda de Dilma e início da recuperação (no caso, ela passara de 37% em abril para 40% em maio). Certamente, o PT negará agora que a crise continua.
(Postado por Marcelo Coutelo)

Oportunismo de grevistas e sem-teto (Editorial)
O Globo
de extrema obviedade a coincidência entre movimentos grevistas e reivindicatórios, como o do MTST em São Paulo, e a proximidade da Copa. Afinal, será muito ruim para torcedores, população em geral e imagem do país, se a cidade-sede do jogo de abertura do torneio, amanhã, enfrentar dificuldades devido a passeatas e conflitos nas ruas.
Sindicatos, entre eles o dos metroviários paulistas, e o MTST demonstraram oportunismo ao transformar a Copa em refém na tentativa de conseguir o que desejam.
Os metroviários esbarraram em dois obstáculos: a Justiça do Trabalho concedeu à categoria 8,7% de reajuste, acima da inflação, portanto, assim como cumpriu a lei ao declarar a greve “abusiva”; e o governo de Geraldo Alckmin demitiu dezenas de grevistas depois disso.
A maior vítima de greves no transporte público, como sempre, é a grande massa da população, de renda mais baixa. Com toda razão, por isso, a desembargadora Rilma Hemérito, do Tribunal Regional do Trabalho paulista, fez duras reprimendas em reuniões distintas de conciliação com metroviários e representantes de motoristas e cobradores.
Além da Copa, outros ingredientes no momento atribulado da cidade de São Paulo são a relativa vulnerabilidade da candidatura da presidente Dilma à reeleição e a situação incômoda do pré-candidato petista ao Palácio dos Bandeirantes, Alexandre Padilha, escolhido por apenas 3% dos eleitores ouvidos em recente pesquisa.
Fica mais fácil, neste quadro, pressionar o PT do Planalto e o do governo do prefeito Fernando Haddad. Se os metroviários ainda ameaçam devido às demissões, as quais desejam reverter em troca de uma quinta-feira sem dificuldades na cidade, os sem-teto do MTST, braço urbano do MST, suspenderam qualquer manifestação para amanhã. E os próximos dias, pois conseguiram importantes vitórias.
A primeira, fazer que com a área invadida ao lado do Itaquerão, onde haverá o jogo Brasil e Croácia, seja incluída no programa Minha Casa Minha Vida. E depois forçaram a própria mudança do programa de habitação, para seu alcance não se limitar a moradores de áreas de risco, além de ampliar o número de unidades a serem construídas e aumentar o limite da renda familiar dos beneficiários de R$ 1.600 para R$ 2.172, a fim de incluir os “sem-teto” paulistanos, a clientela do MTST.
Antigo aliado do Planalto, o MST, agora na versão urbana, é mais uma vez beneficiado. Já no início do primeiro governo Lula, o decreto que impedia desapropriação de terra invadida foi considerado letra morta. Agora, a prefeitura e o Planalto tratam de ajudar o MST urbano em São Paulo, cujo prefeito está mal avaliado pela população. Ficou uma mensagem implícita: se quiser casa, filie-se ao MTST. E, dessa forma, o direito constitucional de propriedade passa a ser ainda mais fragilizado na maior cidade do país.
 (Postado por Marcelo Coutelo)



terça-feira, 10 de junho de 2014

Cega, surda... mas falando só o que lhe convém

De nada adiantou Luciano desautorizar a tal fonte de alto coturno que, semana passada, passou ao jornaleco a informação de que ele seria candidato a Senador com ou sem o apoio da chapa governista. De nada adiantou Anchieta dar entrevista ao próprio folhetim desmentindo qualquer fissura nas hostes do grupo governista. E de nada adiantou também Chico e Rodrigo, acompanhados de um número expressivo de deputados, reunirem-se com Anchieta e, publicamente, darem uma demonstração de união e hipotecarem apoio à sua candidatura ao Senado.

O pasquim viu tudo, ouviu tudo, mas parece que não entendeu. Ou melhor, não quis entender. E continua usando suas poderosas antenas a válvula para tentar semear a discórdia no grupo. Espera, com isso, compensar a fraqueza da chapa em que, por absoluta falta de alternativa, está jogando todas suas fichas. Mas vai ser difícil.  Tanto o pífio lançamento da candidatura de Ângela, com um palanque cheio de nada e alguns gatos pingados vindos de fora a revelar completo isolamento político, quanto o ainda mais patético lançamento da candidatura de Telmário a senador, que não conseguiu sequer unir o seu próprio partido, apontam a direção do fracasso anunciado.

Só resta mesmo Neudo. Ou o jornal do cheio de voto embarca no conto do parecer combinado com liminar e sai por aí defendendo a candidatura do homem, ou reposiciona suas fichas na união do ex-governador com Ângela e vê se pega uma carona na indicação do vice. Aí será preciso que o ex-governador esqueça a quantidade de facas que Flamarion lhe enfiou nas costas em 2002. Ele pode até esquecer, mas será que o eleitor vai?

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Finalmente o PT está colhendo o que plantou.

Dá para preocupar mesmo.
O PT continua colhendo o que plantou na economia. E vendo sair uma notícia ruim atrás da outra. Esta semana já começa com uma pá delas. A cúpula do partido e do Governo devem estar ansiando para que a Copa comece logo, para ver se o futebol canibaliza de vez os fatos políticos, ocupa significativa parte do noticiário e atrai quase toda a atenção do público que lê jornais. E forma opinião, diga-se de passagem.

A aposta no crédito como única forma de manter em crescimento a atividade econômica finalmente mostrou o quanto era equivocada. O próprio Lula, como veremos mais à frente em comentário de Ricardo Noblat, está entrando em desespero, atirando pra todo lado pra ver se ressuscita seu filho dileto e, com isso, o frenesi de consumo a prazo longo e juro baixo é retomado e faz de conta que a vida das pessoas está melhorando.  

A primeira das notícias deve ser a que mais preocupa o governo. Mais uma vez, a queda de Dilma em pesquisa faz crescer o índice da bolsa de valores de São Paulo, termômetro dos humores do mercado. Isso deve significar um bocado de coisas. A mais importante delas é que, assim como os consumidores, os investidores perderam completamente a confiança neste governo. E só veem saída para o país numa mudança. Qualquer governo parece ser melhor do que o que está aí.

Enquanto isso, em São Paulo, o PT segue sua vocação de escorpião e, junto com o PSTU, paralisa a cidade e joga o paulistano no meio do caos. E Padilha segue com 3% das intenções de voto. 


Segue um condensado de notícias mais ilustrativas da fase. Leiam. E julguem. 

(Para ler os links e a integra das matérias, clique+Ctrl)

Ibovespa dispara 3% após pesquisa do Datafolha

Petrobras e Eletrobras são os motores da alta
O principal índice da Bovespa disparou 3% no início desta sexta-feira, com investidores reagindo à pesquisa Datafolha que mostrou queda das intenções de voto na presidente Dilma Rousseff e piora na avaliação do governo. 
O mercado também avalia o relatório de emprego de maio dos Estados Unidos, que mostrou que empregadores mantiveram um ritmo sólido de contratações, criando 217.000 vagas fora do setor agrícola no mês passado.
Às 10h18, o Ibovespa subia 3,03%, a 53.120 pontos, enquanto o papel preferencial da Petrobras disparava mais de 6%, o da Eletrobras subia mais de 4% e a ação do Banco do Brasil, mais de 5%.
Eleições - Uma nova pesquisa eleitoral do instituto Datafolha sobre a eleição presidencial confirma a tendência de queda da presidente Dilma Rousseff em sua tentativa de reeleição. Segundo o levantamento divulgado nesta sexta-feira pelo jornal Folha de S. Paulo, Dilmacaiu três pontos em relação à última pesquisa do instituto – a petista oscilou de 37% para 34%. Mas seus adversários na disputa ao Palácio do Planalto não subiram na preferência do eleitor. Aécio Neves (PSDB) tinha 20% e agora soma 19%, enquanto Eduardo Campos (PSB) aparece com 7%, ante 11% na pesquisa anterior.
(com agência Reuters)

PAINEL DA FOLHA
Planalto teme que inflação agrave queda de Dilma nas pesquisas
 
Segura o dragão Cresce no Planalto o temor de que um novo repique da inflação agrave a queda de Dilma Rousseff nas pesquisas. Sondagens feitas pelo PT mostram que a rejeição ao governo sobe sensivelmente quando os eleitores são confrontados com cenários de alta de preços. Segundo auxiliares da presidente, a preocupação deve levá-la a sepultar de vez a possibilidade de um novo reajuste no preço da gasolina —pelo menos até 26 de outubro, data do segundo turno das eleições.

Do Blog do Noblat


O legado de Dilma

A modéstia, convenhamos, nunca foi o ponto forte de Lula. Mas em relação a Dilma, sua invenção para presidir o país, ele guardava um certo recato. De público, cuidava para não reforçar a impressão de que a tutelava.
Na semana passada, em Porto Alegre, Lula mandou às favas todos os escrúpulos e fez o impensável – criticou a política econômica do governo. E na frente de um dos seus responsáveis.
Pobre Arno Augustin, Secretário do Tesouro. Ouviu poucas e boas diante de um auditório inclinado a concordar com tudo o que Lula dissesse.
Por uma questão de estilo e temperamento, Lula e Dilma são famosos por tratarem com grosseria seus subordinados. Mas isso sempre ocorre em particular. E, no caso de Lula, quando ele reconhece que foi cruel, costuma pedir desculpas sem pedi-las diretamente.
Pois foi constrangedor. Depois de, na véspera, reunido com empresários, ter chamado a atenção do governo para o risco de perder o controle da inflação, Lula valeu-se do seu próprio exemplo para ensinar a Arno – e, por tabela, a Dilma – como esquentar a economia.

Foto: Ueslei Marcelino / Reuters

Defendeu a expansão do crédito, um meio de aumentar o consumo. E lamentou: “Se depender do pensamento de Arno você não faz nada”.
Voltou à carga: “Uma medida que tomamos foi aumentar a oferta de crédito. O Arno nem sempre gosta disso”, alfinetou. Arno sorriu meio sem graça.
“Eu acho, Arno, que um dia você vai ter que me explicar porque, se a gente não tem inflação de demanda, por que a gente está barrando o crédito? O crédito precisa chegar”, cobrou Lula. “Com crédito todo mundo vai à luta”. Depende.
No meio do segundo mandato de Lula, a receita soprada por Delfim Neto, ex-ministro da Fazenda da ditadura de 64, funcionou de fato.
O governo tinha dinheiro para ampliar o crédito via bancos oficiais. A taxa de juros havia baixado, tornando os empréstimos mais atraentes. Disparava a boa avaliação do governo. E a indústria tinha capacidade ociosa e podia aumentar a produção para atender o consumo.
Hoje é tudo o contrário. Agravado pelo fato de que o pessimismo do brasileiro está em alta - e a culpa não é da oposição, como sugere Dilma.
A culpa é de um governo medíocre, centralizado em excesso na figura da presidente, e que realizou pouco.
A herança maldita que deixará é a frustração dos que acreditaram na palavra de Lula de que Dilma como gestora era superior a ele. Isso se chama estelionato eleitoral.
O troco está vindo a galope.
Desmancha-se a confiança no governo e nas suas políticas. Pela primeira vez desde 2007, a maior parte dos eleitores (36%) acha que a situação econômica só tende a piorar, segundo a mais recente pesquisa de opinião do instituto Datafolha. Para 64% a inflação vai crescer – eram 58% há um mês. O desemprego, também, acreditam 48% - eram 42% há um mês.
João Santana, marqueteiro das campanhas de Lula e de Dilma em 2006 e 2010, terá pela frente três tarefas de grande porte: reverter a expectativa negativa dos brasileiros quanto à economia; tornar positiva a avaliação do governo, e convencer a maioria dos que pedem um presidente diferente do atual que a continuidade com Dilma é melhor. Ou de que a mudança pode ser feita com ela.
O ano começou com Dilma como favorita para se reeleger no primeiro turno. Depois, as pesquisas indicaram que ela disputaria o segundo turno ainda na condição de favorita.
Agora, o favoritismo de Dilma está ameaçado. Chamem Lula... Para tentar salvá-la – e ao PT.

Economistas reduzem estimativa de crescimento do PIB a 1,44%
Previsão anterior era de 1,50%. Para 2015, o mercado também espera um ritmo menor de expansão
 
Para 2015, a estimativa de expansão do PIB foi revisada de 1,85% para 1,80% (Marcelo Almeida/EXAME)
 
Economistas de instituições financeiras reduziram as estimativas para o crescimento da economia brasileira neste ano, conforme mostrou o relatório semanal Focus, do Banco Central. A previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2014 passou de 1,50% na semana anterior para 1,44%. Para 2015, a expansão foi revisada de 1,85% para 1,80%. 
 
Em relação à inflação, os economistas consultados mantiveram a projeção de 6,47% em 2014, mas ajustaram a perspectiva para o próximo ano a 6,03%, ante 6,01%. A inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), desacelerou para 0,46% em maio e acumula alta de 6,37% em doze meses, bem próxima ao teto da meta oficial, de 6,5%. A informação foi divulgada na sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 
 
Com relação à Selic, taxa básica de juros, os economistas mantiveram a perspectiva de que ela encerrará o ano a 11% - mesmo patamar de hoje. Em sua última reunião, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa após um ano de elevações, acreditando que a inflação vai arrefecer. Para 2015, a estimativa é que a Selic finalize em 12%.
 

Abilio Diniz pede que governo pare de atrapalhar empresas

Em meio às comemorações de 70 anos da Sadia, o presidente do conselho de administração da BRF, Abilio Diniz, disse que o governo tem que parar de atrapalhar as empresas.
 
"Só esperamos que o governo não atrapalhe. O que precisamos é de regras claras e sem mudanças no meio do jogo", falou sobre o ambiente de negócios no país.
 
Outros membros do conselho da BRF, empresa resultante da fusão entre Sadia e Perdigão, aproveitaram a fala de Diniz para criticar a medida provisória 627, convertida na lei 12.973.
 
A Sadia terminou recentemente a construção de uma nova fábrica nos Emirados Árabes, que consumiu investimentos de US$ 150 milhões. A BRF teme que mudanças na forma de tributação afetem o resultado da empresa.
 
"Essa MP está ameaçando os investimentos que fizemos no Oriente Médio", afirmou Luiz Fernando Furlan, membro do conselho da BRF.
 
 A MP altera a maneira como as companhias com produção no exterior são tributadas. Segundo o texto, toda empresa brasileira que produza fora do país precisa aferir o lucro por meio de uma subsidiária nacional, e ser tributada internamente.
 
Isso significa que o lucro externo será tributado pelas regras brasileiras, cujo Imposto de Renda pode chegar a 34% do lucro bruto.
 
"Sabemos que essa questão não está encerrada. O governo ainda está vendo se isso continuará dessa forma", disse Furlan.
 
CONCORRÊNCIA
 
Abílio Diniz ainda se irritou ao saber que o governo pode ajudar a JBS a comprar a empresa americana Hillshire.
 
Mais cedo, o novo ministro da Agricultura, Neri Geller, também presente na efeméride, disse à Folha que o governo brasileiro irá apoiar e ajudar as empresas brasileiras a se internacionalizarem.
 
"O Ministério irá apoiar qualquer agregação de valor às exportações. No que depender do Ministério, vamos ajudar", falou Geller.
 
De acordo com Diniz, a BRF não irá buscar apoio governamental nas empreitadas fora do país. "A BRF é muito forte, muito estruturada, e com pouca participação do governo. Sou contra qualquer ajuda do governo", afirmou.
 
 

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Exclusividade de amante.

Anchieta, na Folha, em exclusiva...
...que não se mostrou tão exclusiva assim
Ah a Folha de Boa Vista, ah, a Folha de Boa Vista. Como são repetitivas e enfadonhas as tuas mancadas, como o verdadeiro jornalismo aí continua a ser tratado a pontapés! Ontem, publicaram com exclusividade, em matéria colhida, como é previsível, em fonte de alto calibre que não quis se identificar, que Luciano Castro havia decidido lançar sua candidatura ao Senado. Em nome do pretenso furo, só esqueceram de um detalhe: consultar o próprio Luciano, checar com ele se era verdade ates de publicar a matéria. Não era. E o jornal foi obrigado a desmentir a notícia hoje, exercitando a arte em que é mestre: botar o galho dentro.
Não bastasse, a ainda dentro do mesmo assunto, publicou hoje matéria baseada em entrevista exclusiva com Anchieta Junior, candidato ao Senado, sobre a união do grupo político de que fa parte. Só que a mesma entrevista, tratando do mesmo assunto, foi dada pelo mesmo Anchieta ao Jornal de Roraima onde ganhou primeira página hoje, no mesmo dia em que a Folha proclamava sua exclusividade. Aí fica a dúvida: ou a gente não sabe mais o significado da palavra exclusividade ou a Folha acha que é o único Jornal de Roraima. Conhecendo o ego do seu proprietário, capaz de ser a última hipótese. Do jeito que aquilo é vaidoso...

Depois ainda se acha no direito de reclamar, como fez na Parabólica do passado dia 04, que um político de alto coturno estaria pedindo para as pessoas não lerem a Folha. Cabe a pergunta: e precisa?

O PT em seu lento martírio.

A semana começou com péssimas notícias para a economia brasileira comandada pelo PT. E termina com notícias piores ainda na área política. Vou só reproduzir as manchetes e e fornecer a fonte, caso vocês estejam interessados em sabere toda a verdade. Divirtam-se. Ou lamentem, conforme. 

Da Folha de São Paulo

Dilma continua em queda, e cresce indefinição do eleitor
Presidente perdeu dez pontos desde fevereiro e agora tem 34%, diz Datafolha
 
Eleitores indecisos e dispostos a votar em branco ou nulo somam 30%; Aécio e Campos têm variação negativa
 
Pessimismo com economia bate recorde
 Expectativas de inflação e desemprego se deterioram, e 36% dizem que situação econômica do país vai piorar
 
Aprovação ao governo Dilma cai para 33% e se aproxima do ponto a que chegou no auge dos protestos de 2013
 
Aprova e não vota

Dilma caiu até entre quem considera o governo bom ou ótimo. Sua intenção de voto no grupo desceu de 80% para 72%.
 
Esqueceram de mim 

O percentual de eleitores que dizem conhecer Lula "muito bem" caiu de 75%, em agosto passado, para 66%. Os que o conhecem "só de ouvir falar" saltaram de 5% para 10%.
 

Dilma, mais quatro anos pra quê?
 Reinaldo Azevedo
 
O que poderia fazer a presidente que não tenha conseguido operar em condições mais favoráveis?
 
Jornalistas estrangeiros perguntaram à presidente Dilma Rousseff por que a economia cresce tão pouco. Ela disse não saber. Foi sincera. Não sabe mesmo. Como não tem o diagnóstico, falta-lhe o prognóstico. Entre o passado, que ela ignora, e o futuro, que ela não antevê, há este enorme presente à espera de medidas corretivas e profiláticas. Ocorre que seu governo é como seu discurso: um caos de fragmentos de ideias nem sempre muito claras, (des)ordenadas por locuções fora do lugar "no que se refere" (sic) ao que tem de ser feito. Ninguém entende nada, a começar da própria Dilma. 

Ata do Copom cita, pela primeira vez, que expansão do PIB neste ano poderá ser menor do que em 2013
  
Pela primeira vez, o Banco Central admitiu que o ritmo de expansão da atividade econômica no Brasil tende a ser menos intenso este ano em comparação a 2013. A avaliação consta na ata do Comitê de Política Monetária (Copom) divulgada na manhã desta quinta-feira, 5, e contrasta com o cenário traçado anteriormente, de que a expansão da atividade econômica tendia a se manter relativamente estável este ano

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Telmário queima a largada.

Assim ficou o PDT depois do golpe de Telmário.
Que Telmário é ruim de chegada, todo mundo sabe. Inconfiável, pelo tanto que mudou de posição e de lado em sua vida política, não consegue aliados que nele confiem e o acompanhem até o fim, a não ser uns dois ou três gatos pingados, seguidores sem opção, que sempre conseguem umas migalhas que caem da mesa do poder a que ele, invariavelmente, senta. Levanta quando o tempo é de farinha pouca, mas senta e revela um invejável apetite..
Agora, o que não sabia é que ele também era ruim de largada. Patinou e cantou ruidosamente os pneus, pulando de Neudo para Ângela e de Ângela para Neudo. E, agora se sabe, quebrou a embreagem quando deixou seus companheiros de partido pendurados no pincel e foi com escada e tudo pro lado do PT - logo do PT –, desconhecendo programa, aspirações, sonhos e projetos eleitorais de companheiros do PDT, como o Dr. Petrônio, vice-presidente da executiva regional do Partido.
Para não me alongar mais, e com a devida vênia do Dr. Petrônio, reproduzo aqui, por ser um documento público, nota que ele postou hoje no facebook sobre o assunto. Ele tem mais conhecimento do que eu para tratar do antigo aliado e avaliar suas atitudes. Segue a nota, ipsis literis, em vermelho, cor que ficaria Leonel Brizola, se vivo fosse.

Bom dia a todos.


Dr. Petrônio Araujo, Vice-Presidente Regional do PDT.
Venho informar através dessa rede, a todos aqueles que querem saber qual a nossa posição política, depois que o presidente da regional do PDT, Telmário Mota, para atender seus interesses pessoas, abandonou nossa luta, a nossa proposta de combater à corrupção, de um projeto de mudança para atender as reivindicações do nosso povo e promover nosso desenvolv imento sócioeconômico, e foi se juntar ao partido mais corrupto da nossa história, o PT. O Telmário abandonou compromisso com o povo de Roraima, para se juntar e defender o projeto de poder do PT e de interesses de suas candidaturas ao senado e da senadora do PT, ao cargo de governo. Lamento que o PDT tenha abandonado o legado de Leonel Brizola, para defender interesses de pessoas, de grupos, escândalos de corrupção e a decadência que o PT está levado o nosso amado Brasil e o nosso Estado de Roraima.
Quero esclarecer que não desistir da minha candidatura para governo, para apoiar a candidatura do sr. Telmário Mota e a candidatura da senadora Ângela Portela ao governo, como informou o senhor Raimundo Mota, para uma rádio da nossa capital. Penso que o senhor Raimundo Mota, tem o direito de defender o cargo dele, no Ministério do Trabalho, no governo do PT. Cargo esse indicado pelo senhor Telmário Moto. Porém eles não têm o direito de tirar minha candidatura, para atender seus interesses e o do PT. 

Penso que isso é um golpe, contra 80% do nosso povo, que almeja mudança e uma alternativa nova para governo. E de certeza, que Ângela e seu marido não atenderão a esse anseio popular, pois já governaram Roraima e também foram um verdadeiro fracasso, seria o retrocesso.

(Pela transcrição, Marcelo Coutelo)

O que Ângela acha disto? aliás, o que Ângela acha de qualquer coisa?

O post acima revela, como se preciso fosse, o jeito, digamos, peculiar do candidato a senador na chapa de Ângela fazer política. Aliás, não precisa ir muito longe, basta recuar um pouco no tempo para vê-lo, óculos severos e Bíblia na mão, figurando um pastor, satanizando a mesma Ângela. Como Ângela o aceitou na chapa, é de esperar que tenha engolido a ofensa, perdoado o agravo e fincado o pé para seguir com ele até o fim. É o que lhe restou no fim da feira. Sua aceitação, do mesmo jeito que aceita tudo o que o PT lhe impõe, fala por ela.
Pensando bem, o que ela acha de tudo?
Agora, o povo quer saber o que ela acha do que tratam estes dois posts que vão abaixo. O primeiro, revelando o Decreto que Dilma assinou, na calada da noite, prevendo a criação de conselhos populares, formados por integrantes de movimentos sociais, que poderão opinar sobre os rumos de órgãos e entidades do governo federal. O segundo, deixando muito claras as semelhanças entre o Petismo e o Malufismo, que a cada dia mais se aproximam, nos métodos e nos objetivos.

Da VEJA.com


Por Laryssa Borges.

Na semana passada, sem alarde, a presidente Dilma Rousseff editou um decreto cujo objetivo declarado é “consolidar a participação social como método de governo”. O Decreto 8.243/2014 determina a implantação da Política Nacional de Participação Social (PNPS) e do Sistema Nacional de Participação Social (SNPS), prevendo a criação de “conselhos populares” formados por integrantes de movimentos sociais que poderão opinar sobre os rumos de órgãos e entidades do governo federal. Que uma mudança tão profunda no sistema administrativo e político do Brasil tenha sido implantada pelo Executivo com uma canetada é motivo de alarme — e o alarme de fato tocou no Congresso nos últimos dias. Para juristas ouvidos pelo site de VEJA, contudo, o texto presidencial não apenas usurpa atribuições do Congresso Nacional, como ainda ataca um dos pilares da democracia representativa, a igualdade (“um homem, um voto”), ao criar um acesso privilegiado ao governo para integrantes de movimentos sociais.
“Esse decreto diz respeito à participação popular no processo legislativo e administrativo, mas a Constituição, quando fala de participação popular, é expressa ao prever como método de soberania o voto direto e secreto. É o princípio do ‘um homem, um voto’. Mesmo os casos de referendo, plebiscito e projeto de iniciativa popular têm de passar pelo Congresso, que é, sem dúvida, a representação máxima da população na nossa ordem constitucional”, diz o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Carlos Velloso.
“Sem dúvida isso é coisa bolivariana, com aparência de legalidade, mas inconstitucional. Hugo Chávez sempre lutou para governar por decreto. Nicolás Maduro, a mesma coisa. Isso está ocorrendo também na Bolívia e no Equador. É um movimento sul-americano esse tal constitucionalismo bolivariano, mas é algo que pugna pelo fortalecimento do Executivo, por uma ditadura e que prega a vontade dos detentores do poder. O problema desse constitucionalismo é que ele é um constitucionalismo que não é. Constitucionalismo pressupõe liberdade, Estado constitucional e vontade da lei, e não dos homens”, afirma Velloso.
Para o ex-ministro da Justiça Miguel Reale, o decreto é eleitoreiro: “Dilma ganha diálogo com os movimentos sociais e pode dizer ‘eu dei poder para vocês’”.

Leia a íntegra aqui: http://migre.me/jEono

Do Blog de Reinaldo Azevedo


Sempre que príncipes do pensamento — e da gramática! — como Emir Sader saúdam o caráter “progressista” do PT, eu e ele pomos a mão na carteira, por motivos diferentes.
O petismo, obviamente, não é e nunca foi, digamos, “progressista”. A turma é autoritária, aí sim, e isso, obviamente, é outra coisa. O petismo é hoje um meio de vida. A turma se apoderou do estado e não quer largar o osso de jeito nenhum. E aí vale tudo.
E, se vale tudo, vale também uma aliança com Paulo Maluf não apenas por motivos pragmáticos. Ao contrário. Eles têm é orgulho mesmo. O petismo é a profissionalização do malufismo. O petismo é malufismo transformado num sistema. O petismo é o malufismo pós-romântico, entendem? O malufismo ainda era aquela coisa que dependia do talento individual para certas práticas, como Butch Cassidy e Sundance Kid. Notem: há uma certa inocência perversa em Maluf, como alguém que não consegue fugir à sua natureza. O PT é a racionalização da voracidade malufista.
Imagens que valem por mais de mil palavras. A história se repete com Padilha.
A foto em que Lula e Fernando Haddad posam — Emir Sader escreveria “pousam” — ao lado de Paulo Maluf nos Jardins da Babilônia da mansão do notório político já fez história. Alexandre Padilha deve achar que o chefão do PP em São Paulo é uma espécie de talismã. E foi também ele em busca da sorte. Vejam as duas imagens, publicadas pela Folha.
É isso aí. Em 2010, Marilena Chaui tentou explicar a aliança do PT com Maluf. Segundo essa grande pensadora, Maluf não é de direita porque “sempre se apresentou como engenheiro”. Para Marilena, quando o sujeito é engenheiro, não é de direita; quando é de direita, não é engenheiro.
Entenderam onde foi parar o petismo? Dá pra descer mais? Sempre dá.

(Postado por Marcelo Coutelo)