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quarta-feira, 4 de junho de 2014

Em quatro dias de maio, só notícia ruim. O PT está afundando.

O pior é que nós podemos ir junto.
Como a política daqui anda meio paradona, com perspectivas de uniões e traições já esperadas e conhecidas de todos, Neudo negaceando, Mozarildo alardeando, Telmário amoitando, Ângela sonhando co o PT , enfim, tudo na mesma, fui dar uma pesquisada rápida nos jornais e passo a brindar vocês com o que se está falando da nossa economia em todo o País. É de deixar o cabelo em pé. Em quaro dias de maio, só notícia ruim. Para o PT, que está afundando. E para nós, que estamos vendo o país, em doze anos, jogar fora todas as muitas oportunidades que teve para deslanchar e corremos o risco de afundar junto. E olha que eu só pesquisei na Folha de São Paulo! Lá vão pequenos trechos condensados. Mas as manchetes falam por si sós e já deixam qualquer um de cabelo em pé. Apertem o cinto e vamos a elas

Economia perde força, consumo das famílias recua e PIB cresce 0,2% no 1º tri
O PT nos empurra ladeira abaixo
  
O PIB (Produto Interno Bruto) do primeiro trimestre desacelerou e cresceu apenas 0,2% frente aos últimos três meses de 2013, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (30) pelo IBGE.

O resultado, na comparação com o trimestre imediatamente anterior, é o pior desde o terceiro trimestre do ano passado.
  
DEMANDA

A análise pela ótica da demanda mostra que o consumo das famílias, item de maior peso no PIB, caiu 0,1% no período. É o pior resultado desde o terceiro trimestre de 2011.

A perda de ritmo é uma resposta a um cenário menos favorável à expansão da atividade econômica, com juros maiores, confiança de empresários e consumidores cada vez mais fraca (o que sinaliza menor crescimento à frente), crédito caro e mais restrito (um reflexo da inadimplência em patamar elevado e de juros altos) e inflação maior.

Com o custo mais elevado principalmente de alimentos, sobra menos dinheiro para consumir bens menos essenciais e mais caros. "A inflação corroeu a renda das famílias", diz Alessandra Ribeiro da Tendências Consultoria.

OFERTA

Sob a ótica da produção, a indústria foi o grande destaque negativo, com queda de 0,8% no primeiro trimestre frente aos três últimos meses de 2013, afetada por menores exportações (sobretudo para uma Argentina em crise), investimentos em desaceleração, juros altos e confiança combalida.

O tombo da indústria foi o mais intenso desde o segundo trimestre de 2012, ano de baixo crescimento econômico, quando a economia cresceu só 1%, num ritmo ainda mais lento do que o atual. 

Saldo comercial de maio é o pior para o mês desde 2002

O Brasil registrou saldo comercial positivo de US$ 712 milhões em maio, o pior resultado para o mês desde 2002.
O número expressa a diferença entre as exportações e as importações do país no período. Em maio do ano passado, houve superavit de US$ 760 milhões.
Alguém aí falou em desequilíbrio?
Apesar de ser o mais baixo em mais de uma década, o resultado ajudou a diminuir o deficit acumulado no ano, que agora está em US$ 4,9 bilhões.
As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (2) pelo Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior).
No mesmo período do ano passado, o resultado estava negativo em US$ 5,4 bilhões.
Em maio, as exportações somaram US$ 20,8 bilhões, queda de 4,9% pela média diária sobre o mesmo período de 2013.
A redução nas vendas ocorreu em todos os segmentos: manufaturados (-9,7%), semimanufaturados (-11,1%) e básicos (-1%).
As importações no mês passado foram de US$ 20 bilhões, queda de 4,8% ante o mesmo período de 2013 também pela média diária.
Houve queda nas compras de combustíveis e lubrificantes (-22,8%) e bens de capital (-7,1%), enquanto aumentaram as importações de matérias-primas (+2,5) e bens de consumo (+0,2%).

Consumo das famílias cai 0,1% e tem o pior resultado desde o 3º tri de 2011

Vai uma TV tela plana aí?
Pilar de sustentação do PIB na última década, o consumo das famílias já dá sinais de esgotamento, com patamar elevado de endividamento, rendimento em desaceleração e emprego estagnado. Neste cenário, os consumidores pensam duas vezes antes de gastar.
Outro fator decisivo é a inflação, que corrói os salários –especialmente porque a alta é calcada em alimentos. 
Receosos e com menos renda disponível (diante do maior gasto para comprar comida), o consumo caiu 0,1% no primeiro trimestre frente ao último de 2013, quando a alta havia sido de 0,9%. Trata-se do pior resultado desde o terceiro trimestre de 2011. 
Em relação ao mesmo trimestre de 2013, o consumo das famílias ainda se mantém em alta, embora num patamar mais baixo. A alta de 2,2% no primeiro trimestre foi a menor desde o primeiro trimestre de 2012, quando a economia vivia um ciclo de baixo crescimento, fechando o ano com expansão de apenas 1%. 
Para Rebecca Palis, gerente da Coordenação de Contas Nacionais do IBGE, o consumo foi afetado e ficou "praticamente estável" no primeiro trimestre diante de uma desaceleração forte do crédito –que em termos reais avançou na faixa de apenas 1%. "Já tivemos altas maiores, de dois dígitos."

Um dos fatores que ajuda a conter o conter o crédito são os juros mais altos –mantido em 11% ao ano na última reunião do Copom. A Selic, taxa básica da economia, passou um longo ciclo numa tentativa de esfriar a economia e segurar a inflação, principal receio do governo neste ano de eleições.
 Desde o último trimestre de 2011, governos, famílias e empresas poupam menos, o que tem efeito, por consequência, nos investimentos.

Segundo Palis, as despesas do governo aumentaram no primeiro trimestre diante da restrição imposta pela lei eleitoral –que segura reajustes de salários de servidores, despesas com publicidade e outros, que só podem ocorrer nos primeiros meses do ano.

Petrobras perde participação na produção brasileira de petróleo e gás  


Não adianta chorar o óleo derramado.
A participação da Petrobras na produção brasileira de petróleo e gás recuou quase 10 pontos percentuais em um ano, com outras empresas mais do que dobrando sua produção no período favorecidas pela maior exploração do pré-sal.

Os dados foram divulgados pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) nesta terça-feira (3).

Em abril de 2014 a participação da estatal foi de 85,2% na produção nacional de óleo e gás, ante uma fatia de 93,8% uma ano antes.

Nesse mesmo período, outras concessionárias viram sua produção saltar 164%, para 393,6 mil barris de óleo equivalente por dia (boepd), segundo dados da ANP analisados pela Reuters.

Taxa de desemprego sobe e fica em 7,1% no primeiro trimestre

E a fila ão anda.
A taxa de desemprego, em nível nacional, ficou em 7,1% no primeiro trimestre deste ano, acima dos 6,2% dos últimos três meses de 2013. Divulgados nesta terça-feira (3), os dados são da Pnad Contínua, primeira pesquisa do IBGE sobre mercado de trabalho em todo o país.
A taxa do primeiro trimestre é a mais baixa para o período desde 2012, quando os dados da pesquisa começaram a ser coletados. De janeiro a março de 2013, o percentual havia sido maior: 8%.
Pelos dados da nova pesquisa, o contingente de desempregados no país somou 7 milhões, 15,7% a mais do que nos últimos três meses de 2013 e 9,7% abaixo do registrado de janeiro a março de 2013.
Renda das famílias passa a crescer em velocidade menor que a do PIB

A revisão (para cima) do crescimento da economia no ano passado indica que a discrepância entre o desempenho do PIB e da renda dos brasileiros se reduziu em 2013.
Entre 2003 e 2012, a renda medida pela Pnad (pesquisa por amostra de domicílios) cresceu quase duas vezes mais que o PIB (soma dos bens e serviços produzidos no país), o que alimentou críticas sobre se o crescimento econômico vem refletindo a realidade das famílias brasileiras.
Em 2012, dado mais recente divulgado pelo IBGE, a renda média cresceu 7,98% e o PIB por habitante, 0,1%, já descontada a inflação.
O resultado saiu no fim do ano passado e, desde então, o debate entre economistas e cientistas sociais pegou fogo. Como a renda pode crescer tão mais do que a economia é capaz de produzir?
Com a revisão divulgada ontem, o IBGE informou que o PIB por habitante cresceu mais em 2013: 1,6%, para R$ 24.100 por ano. Já a renda acusou perda de fôlego.

EFEITO INFLAÇÃO

Eles fazem besteira. Nós aguentamos o peso
Na avaliação do ministro Marcelo Neri, a discrepância ocorre em função da maneira como cada variável desconta a inflação. Não fosse isso, seu comportamento seria semelhante.
Para Edmar Bacha, um dos formuladores do Plano Real, o avanço mais rápido da renda tem relação com o aumento do salário mínimo, principalmente em 2012, quando ele foi corrigido em 7,89%, descontada a inflação.A discrepância entre renda e PIB é um "enigma", diz Bacha, que rejeita o discurso de que o povo "não come PIB", defendido pela economista Maria da Conceição Tavares. "Não se pode comer o que não foi produzido. O povo não consome pontes. Mas sem elas, o arroz não sai da fazenda".

Vendas do Brasil para a Argentina caem pelo oitavo mês consecutivo
As vendas de produtos brasileiros para a Argentina caíram novamente com força no mês passado. Já são oito meses de redução nas exportações para o país vizinho.

A redução é preocupante diante do papel estratégico da Argentina no comércio exterior brasileiro. Trata-se do terceiro maior parceiro comercial do país e principal destino de manufaturados.
Só nos resta tentar ganhar no futebol.
É para lá que vai, por exemplo, a maior parte dos veículos e das autopeças nacionais.
De janeiro a maio deste ano, o Brasil vendeu menos US$ 3,3 bilhões em produtos para o mundo em comparação com o mesmo período de 2013. Quase a metade do montante deve-se ao que deixou de ser exportado para a Argentina, segundo dados divulgados na segunda-feira (2) pelo Mdic (Ministério de Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior).
O governo afirma que as últimas semanas de maio indicaram recuperação nas vendas para o país vizinho e espera que as negociações em curso para destravar o comércio bilateral tenham efeito nos próximos meses.
Por enquanto, a retração nas exportações para a Argentina vem atingindo em cheio a indústria. Os manufaturados representaram apenas 34,8% das vendas totais até maio.
No mesmo período do ano passado, a fatia era de 36,9%.
Apesar do desempenho ainda fraco das vendas, a redução nas importações permitiu superavit comercial (diferença entre exportações e importações) de US$ 712 milhões em maio.
Foi o pior resultado desde 2002 para o mês, mas ajudou a reduzir o deficit acumulado no ano, que agora está em US$ 4,9 bilhões.
No mesmo período do ano passado, o rombo estava em US$ 5,4 bilhões.
CONTA-PETRÓLEO
Com a melhora na produção da Petrobras, as vendas de petróleo e derivados aumentaram 10% no acumulado do ano, o que ajudou a diminuir o deficit na chamada conta-petróleo, que mostra a diferença entre as importações e exportações destes produtos.
De janeiro a maio, as importações superaram as vendas em US$ 7,6 bilhões.
No ano passado, o saldo estava negativo em US$ 11 bilhões.

Copa e vendas fracas antecipam férias coletivas em empresas de Manaus

Acabou a mágica do consumo em constante crescimento.
Empresas do polo industrial de Manaus, como Semp Toshiba, Yamaha e Samsung, vão conceder férias coletivas a funcionários durante a maior parte da Copa.
Segundo a Semp Toshiba, o mercado pouco aquecido contribuiu para a decisão.
"Em razão da Copa no Brasil, e dos jogos em Manaus, entendemos que a antecipação das férias coletivas, que geralmente ocorre no fim do ano, seria o melhor caminho", disse Paulo Sandrini, diretor industrial da Semp Toshiba.
Segundo Sandrini, o setor de eletroeletrônicos previa vendas melhores neste período.
"Certamente houve uma produção excessiva em relação à demanda. Comprou-se menos [produtos] do que se estava projetando", afirmou.
Ao todo, 800 funcionários da linha de produção sairão em férias nos próximos dias.
A Sony informou que também estuda dar férias aos funcionários. A Yamaha diz que as férias coletivas geralmente ocorrem no fim do ano, mas resolveu antecipá-las por causa do Mundial.
A Samsung confirmou apenas que, durante a Copa, haverá férias coletivas para parte dos funcionários.
A Honda informou que concederá férias coletivas entre os dias 16 e 25 de junho, sem especificar as razões.

Nem padrão FIFA nem padrão Brasil: padrão PT.

Sabe aquele aeroporto padrão primeiro mundo, em que você ia desembarcar feliz e contente para ver a copa? Esqueça. Dos doze aeroportos das cidades-sede, apenas um pode ser considerado pronto, o de Brasília. Mesmo assim, com operários ainda correndo de um lado pro outro e um pouquinho de poeira, mas, sejamos justos, dá para terminar até quinta feira da semana que vem. Os outros onze...

Sabe aquele selfie que você ia fazer no estádio, com o Neymar ao fundo, para matar seus amigos de inveja? Esqueça. Dos doze estádios construídos a preços módicos e camaradas para os jogos da copa, apenas seis, a metade portanto, vai oferecer serviços de wi-fi aos torcedores. Nem selfie, nem email, nem mensagem. Se tiver sorte, um telefonema. Mas a ligação vai cair.

Sabe aquele metrô ou ônibus ultra moderno que ia deixar você na porta do estádio? Esqueça. Melhor comprar um tênis legal e preparar-se para andar feito um condenado, dando topada em entulho de obra. Pouquíssimos dos serviços e obras de mobilidade urbana prometidos para a copa estarão prontos. Como diria Lula, “Que babaquice é essa de querer metrô até dentro do Estádio? Vai a pé, de bicicleta, de jegue.” Isso  é o que eu chamo de delicadeza.

Sabe aquela copa que lhe prometeram há sete anos atrás, maravilhosa, cheia de bossas e modernidades, com gringos felizes e contentes pelas ruas de nossas cidades, maravilhando-se com as belezas do nosso Brasil varonil, sem qualquer risco de assalto? Esqueça. O que você não devia ter esquecido é que tudo isso ia ser feito pelo PT. Aí, já viu, né?

terça-feira, 3 de junho de 2014

Abaixo a carestia!


Já houve um tempo em que lutávamos contra ela. Parece que chegou novamente a hora.

O jornal/revista Meio & Mensagem, presente em toda agência de propaganda que se queira como tal, trazia, em sua última página, uma tira de humor com uma personagem fantástica - dona Zezé, a mulher do café. Ela sempre surgia para servir o café em reuniões de criação, do tipo gênios trabalhando, e, despretensiosamente sacava um slogan definitivo do bolso do avental, ou um titulo, um conceito, enfim, salvava a campanha. Não sei se ainda traz. Mas era emblemática.
A que vem tudo isso? É que, em publicidade, como em politica, as coisas tem quase que a obrigação de parecerem misteriosas, sérias, elaboração de gênios, alquimia para niciados etc. Mas, no fundo, são simples. Aliás, quanto mais simples mais eficazes. Porque as pessoas que vão receber a mensagem são igualmente simples, veem o mundo de forma descomplicada, não elaboram muito para tirar conclusão, não elucubram, são diretas. Branco é branco, preto e preto.
Ontem, escrevia um post para este blog em que falava do desastre que se estava revelando ser o governo do PT, a sinuca de bico em que sua gestão econômica nos está colocando. Crescimento ridículo, de 0,2% no trimestre, ainda vai. Mas combinado com inflação em alta, é dose. Eis que entra Mariazinha, a nossa mulher do café, para me servir a rubiácea. Falei que estava preocupado com a inflação e ela reduziu a mensagem na hora: “É, não existe coisa pior nesse mundo do que a carestia.”

Pois é, carestia. Há muito tempo não ouvia essa palavra que diz tudo. O PT, com sua incompetência que ainda nos vai custar muito tempo para consertar, conseguiu trazê-la de volta ao universo de Mariazinha. E ao meu. 
Por isso convido você, leitor, a me acompanhar e bradar como sempre se bradou nesse país para combater os governos e paramos de fazê-lo depois do Plano Real: Abaixo a carestia! Abaixo o PT!

Boatos em cascata.

Vai levar o parecer salvador até o fim.
Como disse ontem, o negócio agora é semear boatos para colher tumulto. Só de candidato a senador, além dos que too mundo já sabe, já plantaram pelo menos mais uns três, tudo para tentar jogar A contra B e B contra C, que por sua vez virá com gosto de gás pra cima de A. E o que não passa de intriga vira fato e contamina relações, desfaz alianças, amua, gera desconforto e desconfiança. Enfim, dificulta o jogo e não serve pra nada de bom.
Há algum tempo vimos dizendo aqui que Neudo vai esticar a corda até onde ela possa aguentar, sem revelar seu jogo. Tudo para açular militantes, despertar seguidores adormecidos e acumular capital eleitoral para sentar na mesa e poder negociar de uma posição de força. Se ele sequer sonhar em se dizer desenganado por seus advogados e jogar a toalha, fazendo uma composição prematura em que aceita indicar o vice na chapa de Ângela, como proclama o mais novo boato da praça, estaria se revelando um amador. Coisa que efetivamente não é.
Um profissional com a experiência e a picardia de Neudo sabe que, em política, o mais importante fator se chama tempo. Quanto mais tempo ele ganhar com sua farsa do parecer milagroso, mais valor agrega a qualquer movimento que fizer na hora certa. E só ele sabe que hora é essa. Sabe que tem até o fim do mês para revelar suas cartas. E sabe que a cada dia o clima fica mais nervoso, propício para fazer correr como um rastilho de pólvora qualquer especulação, por mas estapafúrdia que seja. Bom para um blefador de respeito como ele. Enquanto isso, vai soltado uma insinuação aqui, um boato ali, enfim, vai deixando pingar na mesa de jogo as fichas que aumentam o monte. E o monte está aumentando.

E Mozarildo, hein?

Muito se tem dito sobre Mozarildo. Pegaram-no para bola da vez. Mas Mozarildo está estranhamente calado. Aliás, estranhamente, não, Mozarildo sabe muito bem a hora de falar e de calar. Tem indo à Tribuna do Senado atacar o governo, concentrando-se na dívida e nos gastos. Como se pudesse falar de gastos. Como se Telmário não já tivesse ocupado esse espaço. Fora isso, silêncio. Só se sabe que está disposto a sair com sua candidatura por cima de pau e pedra, esperando, talvez, que, num ambiente de muitas candidaturas, o pau quebre e ele, sorrateiramente, pegue as sobras que seus militantes fiéis forem capazes de amealhar e leve a taça. Quanto mais candidato, quanto mais contenda, quanto mais polarização, melhor para ele. E ele sabe disso.


Tem batizado de boneca? Tô dentro!

Inaugurando tudo, até obra inacabada. E coo tem...
João Santana não é bobo. Os pensadores do PT também não. O cheiro de chifre queimado já deve ter-se entranhado em suas narinas e anunciado um desastre iminente se nada for feito. E muito bem feito. Os números da economia não poderiam ser piores, revelando a incompetência do governo Dilma para lidar com esse negócio, aliás, com qualquer negócio que não seja um superfaturamento maneiro. A infraestrutura prometida para a Copa já provocando na presidente comentários do tipo: “Querem aeroportos padrão Fifa, mas vão ter padrão Brasil”, referindo-se ao Galeão inconcluso. O superfaturamento dos estádios caindo todo em sua conta. Enfim, quadro pior não poderia ter-se pintado.
Agora, a essa altura do jogo, a única saída é mandar o time pra área e tome chutão par frente pra ver se uma bola sobra e dá a chance da cabeçada salvadora.  É o que estão fazendo. Onde tem um evento, Dilma está lá, com seus improvisos que são um atentado à língua pátria e à lógica.
Ondem, chegamos ao máximo: ela inaugurou quinhentas e sessenta casas do Programa Minha Casa Minha Vida. Quinhentas e sessenta casas não é evento para Presidente vamos e venhamos. Quer dizer, entrou na zona do tudo faremos pela vitória e daqui a pouco vai estar comparecendo a batizado de boneca. Porque a coisa tá feia.


(Do blog de Reinaldo Azevedo)

Estadão:


A percepção do brasileiro em relação à situação do País, à conjuntura econômica e ao governo Dilma Rousseff se deteriorou de maneira acentuada em apenas um ano, desde que milhares de pessoas tomaram as ruas do País para protestar contra a corrupção e a má qualidade dos serviços públicos, como revela levantamento inédito do Pew Research Center, um dos principais institutos de pesquisa dos EUA.
A radical mudança de humor em um espaço tão curto de tempo é rara, disse ao Estado Juliana Horowitz, brasileira responsável pelo trabalho. Segundo ela, o Pew Research realizou levantamentos em 82 países desde 2010 e só viu oscilações tão acentuadas em lugares que passaram por crises ou rupturas institucionais, como o Egito.
“O nível de frustração expressado pelos brasileiros em relação à direção de seu país, sua economia e seus líderes não tem paralelo em anos recentes”, diz o texto de apresentação da pesquisa. Horowitz ficou surpresa com a magnitude da transformação na opinião pública e atribuiu essa mudança principalmente à piora da situação econômica e ao aumento da inflação. A insatisfação com a realização da Copa do Mundo no Brasil também contribuiu: 61% dos entrevistados responderam que o evento é ruim para o País, por tirar recursos que poderiam ser usados em serviços públicos. Na comparação com o ano passado, a mudança mais acentuada de humor ocorreu na percepção da situação econômica. O porcentual dos entrevistados que a classifica de “ruim” subiu de 41% para 67%, enquanto o índice dos que a consideram boa caiu de 59% para 32%. A inflação foi apontada como o principal problema brasileiro por 85% dos entrevistados, pouco acima da criminalidade e da assistência médica.

Leia a íntegra aqui: http://migre.me/jBKL8

(Postado por Marcelo Coutelo)

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Chegou a hora de plantar boato para colher tumulto

Esse negócio de carona sempre tem volta.
O festival de boatos que assola Roraima está tomando vulto. E acelerando. Daqui até o fim do mês, que é quando acaba o prazo para as convenções, vamos conviver cada dia mais com invencionices as mais estapafúrdias. E o pior é que alguma delas pode ter fundo de verdade. De certo mesmo o que se sabe é que Ângela seguirá seu caminho solitário, ao lado  do marido Flmarion e de Telmário, carregando nas costas o peso e a rejeição do PT no estado. Rejeição, aliás, que se está tomando conta do país. Porque, aos poucos, mas de forma segura, as pessoas estão se dando conta do engodo do PT.

O Pibinho deixou claro o desastre econômico. Com uma expansão miserável de 02%, no primeiro trimestre deste ano, combinada com inflação alta e enorme rombo comercial, a presidente Dilma Roussef registrou três anos e meio de fracasso econômico oficialmente contabilizado.  A indústria permanece emperrada e o ambiente de baixa produtividade não permite ver saída que não seja uma mudança de rumo da politica econômica, principalmente com um brutal enxugamento dos gastos públicos para eficientizar a máquina, fazê-la investir na infraestrutura e produzir resultados, coisa que o PT simplesmente não gosta nem de ouvir falar. 

Se nós estamos sabendo disso, políticos, que são especialistas em sobrevivência, já devem ter percebido o quadro de catástrofe há mais tempo. Como resultado, quem tem peso político em Roraima correu do PT como o diabo corre da cruz. Até Mozarildo. Mas não Telmário. Até porque, além de não lhe terem dado alternativa, Telmário não está muito preocupado com o destino de Ângela: está preocupado com o seu destino. Tem um passado de ataques devastadores contra a Senadora. Mas sabe que é o que lhe resta. Sabe o poder da militância cega do PT, sabe que graças à capilaridade de barbudinhos e desgrenhadinhas vai fazer barulho suficiente para que consiga fingir que faz parte da turma e com isso acumular capital para negociar em posição confortável, antes que seu jogo se torne claro. E tem gente com cacife para negociar. E Ângela, especialista em pegar carona, desta vez vai ter que ceder um lugar na boleia para quem a satanizou. Por absoluta falta de alterativa. Coisas da vida. Aliás, coisas da BIP - Busca Incessante do Poder.

Enquanto isso, nada melhor do que semear boatos para colher tumultos. Inventar candidaturas ao senado que não existem nem vão existir, criar o dissenso entre aliados e por aí vai. Porque, quanto mais incerto estiver o quadro, mais forte fica a posição de quem só tem a ganhar. E não estamos falando de votos.

Dupla afinadíssima. 

"A inflação está sob controle" – Dilma Roussef, em 29 de maio de 2014.

"A inflação prejudicou o PIB do primeiro trimestre" – Guido Mantega, em 30 de maio de 2014.


Blac blocs, PCC e PT: uma mistura explosiva.


Tudo junto e misturado: o objetivo é tumultuar.
Copa e eleição. Eleição e copa. Esses os assuntos dominantes neste mês de junho. Vão concentrar a atenção dos leitores e, logicamente, trazer para si o foco da Imprensa, ganhando cada dia mais espaço. Correndo por fora, mas com grandes possibilidades de assumir o papel principal, as manifestações, que já começam a dar sinais do quanto estão sendo organizadas e de seu poder de perturbação da ordem pública e, mesmo, de confronto com o aparato policial. Não vão ser pacíficas, muito pelo contrário, disso a gente pode ter certeza. Resta saber o quanto serão capazes e mobilizar a maioria silenciosa e o que isso vai provocar na cabeça do eleitor e nos resultados eleitorais. Isso só o desenrolar dos fatos dirá.
Que não vão ser pacíficas, muito antes pelo contrário, a gente fica mais ou menos convencido lendo a reportagem que o Estadão publicou nesse domingo, 01 de maio. Segundo o Jornal, que ouviu membros dos Blac Blocs, esses gentis mancebos garantem que estão preparados para botar para quebrar durante a Copa. Mas quebrar mesmo, no mais estrito sentido da palavra. A intenção declarada e explicitada é provocar o caos nas cidades que receberão os jogos.
Não se sabe se vão conseguir, afinal de contas o governo parece que se preparou para uma guerra. Mas que vão tentar e vão estar organizados e municiados para tanto, já não se discute. Preparemo-nos para o que der e vier.
Com isso as forças de segurança já lidaram, talvez tenham aprendido a minimizar os danos. Mas o pior é que, na reportagem, os meninos de lenço preto na cara dão a entender que pode haver um união objetiva com o partido do crime. Um dos rebeldes sem causa, que Caetano Veloso acha lindos, chegou a dizer que um blac bloc preso foi muito bem tratado na cadeia pelos membros do PCC. O que pode surgir daí é fácil prever.
Vamos ver se ele continua a achar tudo lindo..
Como combatê-los, agora e daqui pra frente? Nunca é demais lembrar que o PT é contra a aprovação de qualquer legislação que puna ações classificadas como terroristas: têm medo de que seus amigos dos chamados “movimentos sociais” acabem punidos. Aqueles que invadem e quebram prédios dos três poderes e no outro dia são recebidos por Dilma.
De mais a mais não dá para esquecer que um deputado estadual petista de São Paulo, Luiz Moura, (V. post mais adiante) participou de uma reunião a que compareceram membros do PCC com o objetivo de planejar novos incêndios a ônibus em São Paulo. É o PT, como sempre,, sujando as mãos em qualquer coisa para desestabilizar o governo paulista. Desta vez, parece, foi longe de mais. 


PT afasta deputado que foi a reunião com membros 
do PCC e recebeu depois Padilha uma festança.
(Do blog de Reinaldo Azevedo)

Padilha, com Luís, o deputado da reunião com o PCC.
O PT de São Paulo decidiu afastar o deputado estadual Luiz Moura de suas funções partidárias e resolveu lhe dar um ultimato: ou pede desfiliação do partido ou será expulso. A decisão foi tomada à revelia do grupo liderado pelo deputado federal licenciado Jilmar Tatto, atual secretário de Transportes da gestão Fernando Haddad. A crise foi deflagrada depois que o secretário de Comunicação do governo de São Paulo, Márcio Aith, revelou que a Polícia havia surpreendido um deputado numa reunião com membros do PCC cujo objetivo era incendiar ônibus. Descobriu-se, mais tarde, que esse deputado era Moura.
O político — que é ligado a cooperativas de perueiros, bem como seu irmão, Senival Moura, vereador do partido na capital — nega envolvimento com o crime organizado e diz estar sendo alvo de preconceito por ter sido condenado, no passado, a 12 anos de cadeia por vários assaltos à mão armada. Ele fugiu da cadeia e não cumpriu a pena. Obteve perdão judicial em 2005 e conseguiu até um atestado de pobreza, em que declarava não ter condições de arcar com o custo de sua defesa ou de ressarcir suas vítimas. Cinco anos depois, já candidato a deputado estadual, declarou um patrimônio superior a R$ 5 milhões.
Moura pertence ao grupo político de Jilmar Tatto, que também tem sua base política entre as cooperativas de perueiros. A polícia investiga a infiltração do PCC no setor. O deputado que agora está sendo mandado para escanteio era uma liderança em ascensão no partido. Em sua festa de aniversário, a figura de maior destaque, com direito a discurso, foi Alexandre Padilha, que vai disputar o governo de São Paulo pelo PT, conforme atesta foto lá no alto. Jair Tatto, irmão de Jilmar, vereador na capital, também estava presente.
(Postado por Marcelo Coutelo)




domingo, 1 de junho de 2014

O desmazelo Fiscal

Do blog do Noblat


Fernando Henrique Cardoso
Se tivessem seguido a receita...
O volume de empréstimos do Tesouro a bancos públicos aumentou cerca de vinte vezes desde 2007, passando de 0,5% para mais de 9% do PIB.
Alguns analistas repetem o refrão: vistos em conjunto os governos Itamar Franco/Fernando Henrique e Lula/Dilma serão percebidos no futuro como uma continuidade. Houve a estabilização da economia, as políticas sociais foram ativadas e, a democracia, mantida. Sim e não, digo eu.
É certo que, no primeiro mandato de Lula, as políticas macroeconômicas foram sustentadas pelo chamado “tripé” (Lei de Responsabilidade Fiscal, metas para a inflação e câmbio flutuante) e que a crise de 2008 foi razoavelmente bem manejada. Mas depois o governo lulista sentiu-se à vontade para levar adiante o sonho de alguns de seus membros.

A, então poderosa, ministra-chefe da Casa Civil se opôs desde logo aos economistas, inclusive do governo, que propunham limitar a expansão do gasto público ao crescimento do PIB. Na área fiscal, só fizemos piorar. Ao mesmo tempo, pouco se fez para sanear a máquina pública, infiltrada por militantes e operadores financeiros, e estancar a generalização do dá cá (apoio ao governo e votos), toma lá (nomeações para ministérios, empresas públicas e áreas administrativas).
Na área fiscal, só fizemos piorar. Ao mesmo tempo, pouco se fez para sanear a máquina pública, infiltrada por militantes e operadores financeiros, e estancar a generalização do dá cá (apoio ao governo e votos), toma lá (nomeações para ministérios, empresas públicas e áreas administrativas).
O governo alardeia estar cumprindo as metas de superávit primário, quer dizer, o resultado das contas públicas antes do pagamento dos juros da dívida. Cumprir essas metas é essencial para assegurar a queda da dívida como proporção do PIB.
Desde 2009, o governo vem se valendo de expedientes para “cumpri-las”, às vezes mediante fabricação de receitas por contabilidade criativa, como em 2012, ora com uso de receitas extraordinárias, como em 2014, quase sempre com o adiamento de despesas que vão engordando os chamados restos a pagar.
Leia a integra a aqui: http://migre.me/jwT7
 (Publicado por Marcelo Coutelo)